Cliente acusa funcionário da Europcar de alegado engano após promessa de desconto acabar numa factura muito mais elevada:

Cliente acusa funcionário da Europcar de alegado engano após promessa de desconto acabar numa factura muito mais elevada
Cliente acusa funcionário da Europcar de alegado engano após promessa de desconto acabar numa factura muito mais elevada

Um cliente residente na Suíça acusa um funcionário da Europcar de o ter alegadamente enganado durante o aluguer de um automóvel, denunciando cobranças adicionais que considera abusivas e falta de transparência na forma como lhe foi apresentado um suposto desconto no balcão.

Segundo o relato enviado à Revista Repórter X, tudo começou com uma reserva online no valor de 176.42 francos. O cliente explica que chegou ao balcão convicto de que o processo estava praticamente concluído e de que apenas teria de levantar o veículo previamente reservado.

No entanto, já no atendimento presencial, afirma ter sido abordado por um funcionário da Europcar que lhe perguntou se pretendia trocar o carro inicialmente reservado por um veículo “maior”. Segundo o denunciante, essa proposta foi apresentada verbalmente como sendo uma vantagem financeira, tendo-lhe sido dito que ficaria “60.00 francos mais barato”.

Perante essa explicação, o cliente afirma ter feito imediatamente as contas mentalmente, concluindo que o valor final deveria baixar de 176.42 francos para cerca de 116.42 francos.

“Se fosse mais barato, esse valor teria de ser descontado aos 176.42 francos já pagos”, refere.

Segundo o relato, em nenhum momento o funcionário explicou de forma clara que existiriam encargos adicionais relacionados com o upgrade do veículo, novas taxas ou diferenças contratuais capazes de aumentar significativamente o custo final do aluguer.

“Disseram apenas que o carro era maior. Nem sequer mencionaram a marca. Para mim, a marca não interessava. Até pensei que fosse um minibus quando falaram em grande”, afirma o cliente.

O denunciante explica ainda que, vivendo na Suíça, associou naturalmente a expressão “carro maior” a um veículo com mais lugares, semelhante aos pequenos minibus frequentemente utilizados no país, e não simplesmente a um automóvel de categoria superior com custos acrescidos.

Após aceitar a alteração do veículo, aderiu ainda a um seguro adicional no valor de 73.60 francos. Mais tarde, aquando da devolução do automóvel, verificou que lhe foram igualmente cobrados 75.39 francos relacionados com combustível e serviços.

No entanto, segundo denuncia, a verdadeira surpresa surgiu apenas depois de analisar detalhadamente a factura final, onde apareceram mais 256.38 francos adicionais cobrados separadamente.

Entre esses valores encontravam-se taxas de aeroporto, encargos relacionados com o upgrade do veículo e outras despesas que, segundo afirma, nunca lhe foram explicadas de forma clara, transparente e compreensível no momento da contratação.

O cliente considera que toda a situação assentou numa apresentação verbal confusa, levando-o a acreditar que estava perante uma promoção ou desconto vantajoso, quando afinal o valor final acabou por aumentar drasticamente.

Na prática, segundo os cálculos apresentados pelo próprio, acabou por pagar cerca de 167.39 francos acima daquilo que lhe tinha sido transmitido verbalmente como sendo uma vantagem financeira.

“Não admito que me enganem”, desabafa o cliente, acrescentando que sempre foi bem atendido anteriormente na Europcar, mas que situações deste género destroem completamente a confiança entre consumidor e prestador de serviços.

O cliente vai ainda mais longe e considera que este tipo de prática representa um verdadeiro abuso sobre os consumidores.

“A Europcar, com este procedimento, está a roubar os clientes, porque enganar o cliente é roubar”, afirma.

Na reclamação enviada, exige a devolução dos valores que considera terem sido cobrados indevidamente.

“Exijo que me devolvam os valores devidos da diferença”, refere.

O denunciante acusa ainda determinados sistemas de upgrade apresentados ao balcão de assentarem em pressão comercial e confusão criada no momento da entrega do veículo, levando muitos clientes a aceitarem alterações sem compreenderem totalmente os custos associados.

“A ambição de ganhar mais uns trocos leva alguns funcionários a enganar o cliente”, afirma, acrescentando que poderá deixar de utilizar a Europcar e optar futuramente por alternativas concorrentes, como a Mobility Carsharing.

Além disso, tornou pública a situação através da Revista Repórter X, denunciando aquilo que considera serem práticas abusivas e possíveis incentivos internos ligados a comissões de vendas adicionais.

Após análise posterior da factura detalhada, o cliente conclui que os custos extra resultaram sobretudo do upgrade do veículo e de encargos associados que, segundo sustenta, nunca lhe foram explicados de forma clara, transparente e compreensível.

O caso reacende o debate sobre transparência contratual, clareza nas vendas presenciais e protecção do consumidor no sector do aluguer automóvel, sobretudo quando decisões tomadas em poucos minutos ao balcão acabam por transformar um alegado desconto numa factura final muito mais pesada.

autor: Quelhas

Revista Repórter X / Repórter Editora

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