Porquê de não conseguir-mos votar

Também somos portugueses
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TSP – Também somos portugueses, 8 de fevereiro de 2022

Inquérito às eleições no estrangeiro: 44 % dos inquiridos não conseguiu votar

Inquérito às eleições no estrangeiro: 44 % dos inquiridos não conseguiu votar

No inquérito que a TSP – Também somos portugueses – Associação Cívica Internacional organizou sobre as eleições para a Assembleia da República entre os portugueses no estrangeiro, 44 % dos inquiridos declarou não ter conseguido votar.

O inquérito foi lançado pela TSP em todo o mundo, tendo sido amplamente divulgado nas redes sociais e nos órgãos de comunicação em Portugal e na Diáspora. As respostas chegaram de 56 países, da África do Sul até ao Vietname.


90 % dos inquiridos que conseguiram votar fê-lo sem quaisquer problemas, ou pelo correio ou nos consulados, mas 3 % tiveram de procurar o boletim de voto no sistema de acompanhamento das cartas, uma das inovações positivas destas eleições, e 2 % foram forçados pelos correios locais a comprar um selo, apesar do porte ser pago.

Alguns comentários dos portugueses que votaram:

“Simples”; “Perfeito”; “Funcionou super bem, melhor do que da última vez”.

Mas também foram recebidos outro tipo de comentários:

“No envelope dizia que não era preciso selo mas no Post Office foram explícitos e disseram que a Inglaterra já não estava na EU, portanto tinha que pagar!”;

“Votei na Embaixada mas só tive conhecimento que teria de declarar a preferência por votar presencialmente através de um amigo que me alertou. Não recebi qualquer informação acerca do mesmo.”;

“Não faço ideia se o boletim com o voto chegou a Portugal”.

Dos eleitores que não votaram, 69 % não receberam o boletim de voto (12 % por estarem recenseados em Portugal e 8 % não estarem na sua morada habitual). Os restantes 31 % ou não quiseram votar ou deram outras razões nos comentários:

“Estou recenseada em Portugal porque é muito difícil mudar de morada, e aqui vivo em casas alugadas e mudo frequentemente de morada”;

“Motivo de não votar: O meu boletim de voto postal foi enviado para a minha antiga morada e fui informada que a porteira não aceitou esta carta”;

“Eu e o meu marido renovamos o CC em Portugal em Outubro e sem sabermos na altura fomos marcados como não querendo votar. No dia 30 de Dezembro recebemos uma carta da SGMAI a informar que tal como solicitado tínhamos sido retirados do registo eleitoral. O problema é que nós não solicitamos nada disso,”;

“Não recebi carta e tentei votar na Embaixada e não me foi autorizado”;

“Estou em Portugal nesta altura e não consegui que me autorizassem a votar”.

Quanto ao método de voto preferido, 80 % defendem o voto digital, 40 % o voto presencial nos consulados, e 40 % o voto postal – a escolha não era exclusiva.

66 % dos inquiridos quer o aumento do número de deputados eleitos pela emigração.

A TSP lamenta que tantos cidadãos portugueses tenham sido privados do direito ao voto. Os comentários mostram a frustração e indignação de quem tentou exercer o seu direito de cidadão mas não conseguiu votar. A dificuldade em atualizar a morada parece ser o principal problema, mas não o único.

A TSP enviará uma versão completa deste inquérito à Comissão Nacional de Eleições, à Administração Eleitoral, ao Presidente da República, e aos futuros Governo e Parlamento.

A TSP – Também somos portugueses é uma Associação Cívica internacional que defende os direitos dos milhões de portugueses no estrangeiro. Já está implantada em Portugal, França, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, Reino Unido, Alemanha, Brasil e Estados Unidos.

2 Comments

  1. Eu recebi uma comunicação o ano passado do CNE em como estava recenceado na Suiça e que iria receber os buletins de voto por correspondencia até agora não recebi nada ou alguém votou por mim, como eu houve muitos aqui que não receberam também o buletim de voto. Eu queria votar só que não me deixaram é uma vergonha para o estado Português que diz que devemos ir votar e no fim não enviam os buletins de votos.

  2. Bom dia,li os comentarios dos emigrantes quanto ao ato eleitoral,acho estranho que aqui na suiça todos os emigrantes receberam os mesmos iguais envelopes! Conhesso em Geneve e em Lausanne muitos que votaram seguindo as regras da comissao eleitoral,,cruz no partido proferido,copia do cartao3 de cidadão nos dois lados,e por fim assinar e meter no envelope e enviar sem problemas algum na poste por ter selo ou nao ter selo,tudo seguio normalmente naqueles que votaram no tempo que e oermetido por lei! Também conheci alguns qye se diziam estar se borrifando para votar e que recebeu o envelope! Os que mudam de residência constantemente,como o caso de um emigrante,esse mesmo emigrante é obrigado tanto na suica como no consulado informar que tem uma nova residência! Ora nao vejo onde estao todos os problemas citados sem nessecidade! E conhessido que os emigrantes se tornam complicados nos momentos curciais do foturo da nossa Nação, mas nao compliquem e nao falem mal quando nao conhessem as situações! Hoje em dia nas redes sociais e ateaves da interneto sabesse tudo,resolve se tudo e ajudasse em tudo! Por isso nao à razao que os nossos emigrantes digam nao importa o quê!

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