Na Guiné-Bissau, a Escola Zé Gjambakus já não é promessa, é futuro. Está de pé. Tem paredes erguidas, tem telhado colocado, tem a estrutura feita. Foi construída com esforço verdadeiro, com trabalho gratuito de homens que deram o seu suor, com blocos feitos por uma máquina doada por Rogério Sampaio, e com material pago graças à ajuda de voluntários.
A escola antiga de madeira tinha frinchas por todo o lado. Entrava o frio, o calor, o vento, a chuva e o sol. A nova escola já tapa o sol e a chuva, mas ainda não está concluída. Faltam portas e janelas, e por isso o vento continua a entrar. Faltam também cadeiras, mesas e material didáctico.
E mesmo assim, as crianças continuam felizes.
“As crianças percorrem mais de 10km a beira da estrada para ir e regressarem da escola. Como vêem as vossas doações são merecidas”, salienta Rogério Sampaio.
São mais de dez quilómetros todos os dias, por caminhos duros, à beira da estrada, sem conforto, sem alternativa. Caminham para aprender.
Ali, naquela escola, há também um professor muito motivado. Um homem que percorre muitos quilómetros de carro para lá chegar. Recebe um ordenado miserável, mas não vira as costas. Ensina. E mais do que ensinar, ajuda aquelas crianças. Muitas vezes consegue fruta para lhes matar a fome. E, apesar das dificuldades, organizam momentos de partilha, como o Natal e o Dia Mundial da Criança, com o envolvimento de amigos que doam alimentos e preparam refeições para as crianças.
“Hoje tive o privilégio de visitar uma escola primária em construção e financiada pelo meu amigo Rogério Sampaio. É com muito prazer que venho partilhar este breve mas rico momento que passei com estas crianças adoráveis e um PROFESSOR muito motivado”, salienta o cantor Sidónio Pais.
Nesse mesmo momento, o cantor Sidónio Pais actuou um dos seus êxitos com as crianças, num instante de alegria que ficará guardado no coração de todos.
Rogério Sampaio, guineense, ex-sindicalista da Syna na Suíça, regressou à sua terra e fez aquilo que muitos não fazem, passou das palavras aos actos. Doou a máquina de fazer blocos, ajudou a erguer a escola e contou com homens que trabalharam gratuitamente os blocos com o suor do seu rosto.
A escola está de pé. Mas ainda não está pronta.
Faltam portas. Faltam janelas. Faltam cadeiras e mesas. Falta material didáctico. E é por isso que esta obra, embora já visível, ainda precisa de ajuda.
Ajude-nos a ajudar. Juntos, podemos transformar o futuro destas crianças.
Leia mais aqui; abra este link e conheça realmente a escola as pessoas que nela trabalham e veja com seus olhos a escola onde estão a estudar estas crianças. https://gofund.me/ca3b734c
Tel 00351962835410
Rogério Sampaio, sindicalista
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Revista Repórter X
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