Emprestei dinheiro a um amigo na Suíça… e ele não me paga
Já me deparei com esta situação (ou com histórias muito parecidas) e percebi que emprestar dinheiro a alguém próximo pode ser mais complicado do que parece, sobretudo quando tudo foi feito de forma informal e sem nada escrito.
Na Suíça, pelo que fui percebendo ao pesquisar informação fiável, existem formas relativamente estruturadas de lidar com este tipo de casos, mesmo quando o empréstimo começou apenas com confiança.
Quando não existe prazo para devolver o dinheiro
Uma coisa importante é que, quando não se definiu uma data de devolução, isso não significa que o dinheiro não possa ser pedido de volta.
Em muitos casos, o credor pode simplesmente fazer um pedido de reembolso, comunicando à outra pessoa que pretende receber o valor. Normalmente, isto é feito por escrito, e muitas pessoas optam por enviar uma carta por correio registado, apenas para ter uma prova de que o pedido foi feito.
Depois desse pedido, é habitual existir um período de tempo considerado razoável para pagamento — que pode variar, mas muitas vezes anda por algumas semanas, frequentemente entre um mês e cerca de seis semanas, dependendo da situação.
Quando o pagamento não acontece
Se o dinheiro não for devolvido dentro desse período, é comum algumas pessoas enviarem um novo aviso. Mais uma vez, isto costuma ser feito por escrito e de forma a ficar documentado.
Este passo não é uma obrigação legal, mas na prática ajuda a clarificar que o credor continua a exigir o pagamento e que a situação pode avançar para um nível mais formal.
Se mesmo assim não houver resposta, pode ser iniciado um processo de cobrança através do sistema suíço de execução de dívidas, conhecido como Betreibung (ou poursuite). Este já é um mecanismo mais formal e pode, em certos casos, levar a medidas como penhora de rendimentos ou bens.
O papel do reconhecimento de dívida
Algo que aparece muitas vezes como essencial nestas situações é o reconhecimento de dívida assinado pela pessoa que recebeu o dinheiro.
Na prática, este documento ajuda bastante a evitar complicações futuras, porque torna mais fácil provar que o empréstimo existiu e qual foi o valor combinado.
Sem esse tipo de prova escrita, o processo pode tornar-se mais difícil e demorado, já que pode ser necessário demonstrar a existência do acordo através de outras evidências.
O que normalmente se aprende com estas situações
No fundo, muitas destas situações começam de forma simples e baseada na confiança. Mas, ao olhar para o que é comum na Suíça, percebe-se que algum nível de formalização pode ajudar a evitar mal-entendidos.
Coisas como deixar um acordo por escrito ou manter provas do empréstimo podem fazer diferença caso surjam problemas mais tarde. Não se trata tanto de desconfiança, mas mais de prevenção para evitar conflitos.
Nota: Este artigo foi escrito com base na minha experiência de vida e na procura de informações em sites credíveis na internet.
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