Macacos, o lado selvagem da África

Macacos, o lado selvagem da África
Macacos, o lado selvagem da África

Exclamo-me depois de ver o lado selvagem da África na televisão!

Como é que se alimentam os babuínos?

São eles os únicos macacos que comem carne?

Pode um babuíno, já grande, matar uma cabra ou um veado?

E aquilo que vi, foi mesmo um babuíno a caçar um antílope, ou estarei enganado na espécie?

Estas perguntas não nascem da curiosidade vazia, estamos sempre a aprender quando existe curiosidade. Nascem do espanto de quem olha e vê, pela primeira vez, o lado cru da vida. Estava habituado a ver programas cujos macacos só comiam frutos e folhas. Há também o mito e a verdade de que os macacos comem só bananas e cocos ou insectos!

Há um momento em que o olhar deixa de ver apenas animais… e começa a ver decisões.

Na terra seca de África, onde o verde falha e o silêncio pesa, os macacos revelam um lado que muitos desconhecem. Como disse atrás, os macacos não são apenas criaturas de árvores e frutos. São sobreviventes da natureza dura e crua, que arriscam a vida para sobreviver.

Os grandes macacos e a carne!

Entre os macacos de maior porte, alguns destacam-se pela capacidade de caçar:

Babuínos.

Vivem no chão, em grupo, atentos. Quando a necessidade aperta, podem atacar pequenas presas, crias de antílopes, aves ou roedores. Não são caçadores de eleição, mas tornam-se caçadores quando a vida assim o exige.

Chimpanzés.

Aqui a história muda de tom. Caçam em grupo, com estratégia, silêncio e coordenação. Perseguem outros macacos, sobretudo colobos, e não hesitam. Há método, há divisão, há quase um eco humano naquela organização.

Outros macacos africanos.

Espécies como os vervets ou até mandris também comem carne, mas de forma mais ocasional. Comem insectos, ovos, pequenos animais. O essencial continua a vir da terra, mas a carne entra quando surge.

O que vi, e o que pode ter sido!

Na vastidão africana, é fácil confundir. Um antílope jovem pode parecer um “veado” aos olhos de quem observa de fora. E um babuíno grande, de caninos expostos, pode parecer mais predador do que realmente é no dia-a-dia. Mas aquilo que vi é real. Acontece, sobretudo, quando a presa é jovem ou frágil, quando há seca, quando há oportunidade.

A verdade sem tretas!

Os macacos não são leões. Não vivem da caça constante. Mas também não são inocentes criaturas de fábula. Quando o mundo aperta, eles adaptam-se. Quando a fome chama, respondem. E é nesse ponto, entre o instinto e a necessidade, que se revela a verdadeira natureza, não violenta por prazer, mas firme por sobrevivência.

Um olhar final sobre os macacos!

África não mostra tudo de uma vez. Revela-se aos poucos, e por vezes com dureza. E aqueles que hoje vês como simples macacos… são, na verdade, guardiões de uma lei antiga, viver, custe o que custar, e nunca desperdiçar aquilo que a terra, mesmo seca, ainda oferece.

autor: Quelhas

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