“Aquilo que nos habituaram a ver e ouvir foi o símbolo dos cravos vermelhos. Hoje, esse símbolo parece estar a transitar para cravos negros.”
Em Portugal, após o 25 de Abril de 1974, começou por haver uma transição de um sistema entre a PIDE e a liberdade, designada hoje por muitos como uma PIDE moderna.
Aquilo que nos habituaram a ver e ouvir foi o símbolo dos cravos vermelhos. Hoje, esse símbolo parece estar a transitar para cravos negros.
Ora, está a nascer um movimento de indivíduos de todas as idades e classes sociais, ligados à sociedade actual, de várias cores políticas e também neutros: CRAVOS NEGROS.
Portanto, dei o título para este texto, podendo qualquer um dos subtítulos abaixo descritos acompanhar este tema principal:
Cravos negros: Cinquenta anos depois…
Cravos negros: A ditadura moderna que abandonou os emigrantes.
Portugal e os emigrantes: Entre a ilusão da democracia e o abandono.
Dos cravos vermelhos aos cravos negros.
Emigrantes, a terceira classe da República.
O sistema, os partidos e os portugueses esquecidos.
Chega de mais do mesmo: O grito dos emigrantes.
Quando a democracia deixa de ouvir o povo.Andei tanto tempo a ser apoiante do PS. Ainda menor, já era socialista! Gostava da personagem Mário Soares e ainda gosto. É como quem gosta do Benfica e continua a gostar, mas com uma diferença: agora não ligo nada ao futebol.
No entanto, também não gosto de política. Gosto mais de sociedade, solidariedade e defesa dos direitos humanos.
Apesar de muitos gostarem do socialismo antes e depois, o que se fala do meu antigo ídolo foi que ele abandonou os nossos nas Áfricas, que foi mandante de certas atrocidades. Não sei, não quero saber.
Quero crer que não, para continuar na minha memória viva.
Hoje vejo outro caminho, outra história, outro rumo. Vejo uma aventura!
Reparo que há no poder político absoluto um sistema desenhado após o 25 de Abril de 1974, uma liberdade de cravos negros.
Penso que há um sistema montado entre três partidos, PS, PSD e CDS, e se calhar também metia na equação o PCP. Refiro-me a estes partidos tradicionais.
Refiro nomes que fizeram o sistema e deram a cara, apesar de haver mais rostos por detrás: Mário Soares, Francisco Sá Carneiro, Freitas do Amaral e Álvaro Cunhal.
Eu tenho quase a certeza de que isto, e entre todos os líderes, houve e continua a haver uma aliança. Apesar dos votos que cada um recebe, a diferença está no Parlamento, onde se aprovam leis, as leis constitucionais, e por esse motivo as leis não são de acordo com a maioria do povo.
Acho mesmo que isto é uma ditadura moderna e quem não fizer parte dela é contra ela. Há quem diga que Sá Carneiro era contra ela.
Hoje julgo só haver manipulação.
Vejamos os tribunais, que não prendem certos políticos, certos indivíduos ligados à pedofilia, roubos ou desvios de dinheiro e troca de favores. Variadíssimas atrocidades e corrupções.
Vejamos o jornalismo em Portugal. Dá impressão que vive da corrupção socialista e fascista, no qual apoiam uns e descartam outros por não serem a favor das suas convicções!
É por essa razão que os jornalistas dizem mal do CHEGA, porque o CHEGA é contra a corrupção. Embora comece a ver que o CHEGA diz ser o partido dos emigrantes, só espero que não abandone os emigrantes como dizem que o Mário Soares abandonou os retornados.
Começo a ver outro caminho…
Penso que qualquer partido do contra, se não se converter no sistema, cortam-lhe a raiz.
Está tudo dito.
Sentimo-nos abandonados na emigração quando o partido do poder e a oposição nos têm como portugueses de terceira classe, que só servem para enviar economias e pagar impostos em Portugal e nem direito à saúde têm.
Pagamos IVA, IRS, que tudo somado dá 53%, segundo estatísticas, além do duplo imposto sobre bens e riqueza.
Somos penalizados na pensão e na reforma quando obtemos também uma reforma no estrangeiro.
Não defendem os portugueses no estrangeiro. Têm Embaixadores e Cônsules para ocupar uma cadeira, ministros e secretários de Estado, governos e Presidente para cuidar da sua vidinha e comandar a vida dos emigrantes desde Lisboa.
Basta dizer que, neste momento, todos os representantes no estrangeiro são do tempo das vacas gordas. Todos do Partido Socialista.
O CHEGA, que conseguiu dois deputados pela emigração, não tem representante nenhum nos consulados nem nas embaixadas e, quando tiver a cadeira, vai estar viciada. Ou se unem ao sistema ou nunca serão Governo.
Basta olhar que não apoiam as causas dos deputados pela Europa e fora da Europa e, para ser mais preciso, aponto a Suíça.
Pais que lutam pelos seus filhos retirados pela KESB e, em Portugal, pelo Instituto da Segurança Social, e os lesados da SUVA, seguradora-mãe que não paga os seus direitos após acidente ou doença.
Há dinheiro para tudo, menos para dar advogados portugueses fora do sistema suíço para defender os emigrantes, que a Suíça leva ao limite, fazendo-os perder qualidade de vida quando deixam de ter saúde, perdem o emprego e ficam sem os filhos, entre outras atrocidades.
Autor Quelhas


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