Uma posição que me surpreendeu um pouco
Na minha opinião, este novo ranking europeu sobre o controlo do tabaco trouxe um resultado que chama bastante a atenção. Pelo que percebi, a Suíça ficou em 36º lugar entre 37 países avaliados, ficando apenas à frente da Bósnia e Herzegovina.
Do meu ponto de vista, o mais curioso é ver a Suíça tão perto da parte final da tabela, especialmente quando comparada com outros países europeus. A Irlanda, o Reino Unido e a Holanda aparecem no topo da classificação, enquanto a Suíça surge bem mais abaixo.
Como a Suíça se compara com os vizinhos
Pelo que li, dentro dos países vizinhos, a França aparece bem posicionada em 4º lugar. Já a Áustria (22ª) e a Alemanha (25ª) ficam mais próximas da Suíça, mas ainda assim à frente.
No meu caso, isso ajuda a dar uma ideia de como existem abordagens bastante diferentes na Europa quando falamos de políticas relacionadas com o tabaco.
As principais críticas ao sistema suíço
Pelo que percebi do relatório da Arbeitsgemeinschaft Tabakprävention Schweiz (Associação Suíça para a Prevenção do Tabagismo), há várias áreas onde a Suíça é apontada como tendo falhas.
Entre os pontos mais mencionados estão:
- limitações na proibição da publicidade de produtos de tabaco
- preocupações com a influência da indústria do tabaco
- regras consideradas pouco claras para novos produtos com nicotina
- e também medidas de prevenção que, na opinião dos autores do estudo, ainda podem ser reforçadas
Na minha opinião, um dado que se destaca bastante é o facto de a Suíça ser o único país do estudo que ainda não ratificou a Convenção-Quadro para o Controlo do Tabaco da Organização Mundial da Saúde.
Mudanças e críticas que continuam a surgir
Apesar de algumas alterações recentes na legislação, pelo que percebi a associação considera que continuam a existir exceções e falhas nas leis que acabam por beneficiar a indústria do tabaco.
Do meu ponto de vista, isto mostra que o tema ainda está longe de ser consensual e que há uma discussão contínua sobre o nível de rigor das regras.
Um “alerta político”, segundo o relatório
A entidade responsável pelo estudo descreve o resultado como um “grande alerta político” e sugere várias medidas mais fortes.
Entre as ideias mencionadas estão:
- proibição total da publicidade
- regras mais rígidas para produtos com nicotina
- aumento dos preços do tabaco
- mais investimento em prevenção
- e a ratificação da Convenção-Quadro da OMS
Na minha opinião, estas recomendações mostram bem a direção que a organização defende, embora isso possa gerar debates diferentes dentro do país.
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