Tragédia na estrada tirou vida a emigrante portuguêsViajar de carro durante a madrugada parece, muitas vezes, a forma mais rápida de chegar a casa. Mas há viagens que acabam da pior maneira. Foi isso que aconteceu a um português de 40 anos, vítima de um violento acidente em Espanha.
O acidente aconteceu na autoestrada A-11, junto a Fresno de la Ribera, na província de Zamora. O homem conduzia um carro com matrícula suíça quando perdeu o controlo da viatura. Poucos segundos depois, tudo terminou em chamas.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades espanholas, o despiste ocorreu cerca da 01h20 da madrugada. O automóvel embateu nos rails de proteção e foi projetado para fora da estrada. O impacto foi tão forte que o carro incendiou-se quase de imediato.
Uma imagem difícil de esquecer
Foi outro condutor que deu o alerta aos serviços de emergência. Ao passar no local, viu um carro completamente envolvido em fogo e suspeitou que pudesse estar alguém no interior.
Quando os bombeiros e as equipas médicas chegaram, já nada havia a fazer. O condutor foi encontrado morto dentro da viatura. O estado do corpo tornou impossível uma identificação imediata.
Confesso que este tipo de notícia deixa sempre um peso enorme. Muitos emigrantes fazem esta rota entre a Suíça, Espanha e Portugal durante a noite, tentando evitar trânsito ou ganhar algumas horas de viagem. Uma decisão comum pode transformar-se numa tragédia inesperada.
Investigação continua em Espanha
Inicialmente, as autoridades espanholas não tinham certezas sobre a nacionalidade da vítima. A matrícula suíça levantou várias hipóteses. Só depois da troca de informações entre a Guardia Civil e a GNR portuguesa foi possível confirmar tratar-se de um cidadão português, residente no Grande Porto.
Os restos mortais foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal de Zamora. Serão realizados testes de ADN para confirmação formal da identidade.
As circunstâncias exatas do acidente continuam sob investigação. Para já, sabe-se apenas que mais uma família recebeu aquela chamada que ninguém quer atender.
E há notícias que nos fazem pensar imediatamente na fragilidade da vida.
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