Roubo na pensão expõe falhas graves da segurança social em Portugal

Roubo na pensão expõe falhas graves da segurança social em Portugal
Roubo na pensão expõe falhas graves da segurança social em Portugal

Um caso em Portugal revela, sem rodeios, aquilo que muitos sentem e poucos dizem, um roubo indirecto a quem trabalhou uma vida inteira.

Após comunicação da Segurança Social, foi confirmado que não existem registos de salários entre 1984 e 1987, levando a instituição a concluir que o valor da pensão está correcto, retirando este tempo em falta como se não existisse. A resposta é administrativa como sempre a fugir à responsabilidade. 

Os contribuintes não são fiscais da Segurança Social e, no entanto, é isso que lhes é exigido quando, décadas depois, lhes pedem provas que já não existem, ou quando simplesmente se diz que os registos desapareceram. É uma falta de responsabilidade, não por desaparecerem ou não encontrarem os documentos, mas da forma que se declinam os problemas, pois talvez nem se dessem ao trabalho de os procurar!?

Já houve erros connosco no passado, pediram-nos valores a pagar que tinham sido pagos, pois é garantido que foram sempre feitos os descontos, no qual tivemos a sorte de ter provas em arquivo e, uma vergonha de terem pedido pagamentos quase 20 anos depois, sem cabimento, mesmo que fosse verdade, tinha passado o prazo, mas houve um grande equívoco da parte da Segurança Social, o que nem desculpa pediram. Só incompetências! 

A Segurança Social tem a obrigação de encontrar provas de documentos ou então dar razão ao contribuinte. Ninguém inventa descontos e há mais que provas pessoais que o dizem…

Por outro lado, quando houveram valores em falta, esses foram pagos. Pagos com juros ao preço do OURO, considerados um roubo, mas pagos injustamente.

Agora não aparecem os descontos dos anos em causa, quando se sabe que poderão existir na localidade onde foram feitos, em fitas ou outros sistemas antigos que registravam e guardavam em arquivo. Poderão existir em papéis antigos, de um tempo em que o sistema eletrônico não funcionava.

Esses meses em falta podem fazer toda a diferença.

Mais, Portugal não pode só pagar 150 € por mês e não se pode regular por 770 francos por mês que a Suíça paga, o valor em Portugal tem de ser aproximadamente de entre 400 a 500 fr, pois há quem lute para que sejam pagos valores justos.

Foram feitos cerca de 40 anos de descontos em dois países. Os valores atribuídos não se justificam e são vistos como um roubo indirecto a qualquer contribuinte.

770 francos não chegam para nada. Não cobrem sequer a cota parte da renda da casa, muito menos medicação, hospitais e vida do dia-a-dia.

Portanto é pedido também a Portugal o “Complemento de Prestações”, tal como a Suíça já paga para sobrevivência, para ajustar à vida e permitir viver com dignidade.

Foi ainda pedido um advogado à Segurança Social portuguesa por carta registada, mas em vez de abrir portas, o processo foi dificultado. O advogado deve ser dado para permitir tratar desta burocracia, onde muitas vezes nem é possível comunicar com a Segurança Social nem resolver problemas.

Não é fácil ter provas. Na altura e com a idade que a contribuinte tinha, não foram guardados documentos. O patrão morreu, a casa foi renovada e não há provas.

Exigir provas a pessoas hoje com invalidez ou reforma, que trabalharam e descontaram durante anos, não devia implicar tanto incómodo, mas é uma triste realidade e falta de profissionalismo!..

Achamos que implicar provas com pessoas hoje reformadas que trabalharam na Segurança Social não vale apena, mas existem pessoas vivas, antigos funcionários, que podem provar a verdade, inclusive em tribunal, a não ser que tenham Alzheimer.  

autor: Quelhas

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