Ser cidade no papel não enche fábricas, não cria empregos, não fixa jovens e não mete comida na mesa de quem luta todos os dias. A verdade deve ser dita sem medo.
A Póvoa de Lanhoso já tem alma, história, cultura e povo. Isso vale mais do que um nome administrativo usado para propaganda política. Ser vila rural não é vergonha nenhuma.
Vergonha é faltar investimento, empresas, indústria, oportunidades e continuar-se a tratar os povoenses conforme a cor política que têm.
Dizer que “ser cidade” traz mais investimento é conversa antiga que muitas terras ouviram e poucas viram concretizada. Nenhum empresário sério investe apenas porque uma terra muda de designação. O empresário investe onde existem condições reais, apoio justo, transparência, igualdade e visão de futuro.
O que a Póvoa de Lanhoso precisa não é de um título para pendurar em placas. Precisa de apoio verdadeiro aos povoenses, aos pequenos empresários, aos jovens, aos emigrantes que querem regressar e investir na sua terra. Precisa de justiça igual para todos, sem favoritismos partidários, sem filhos e enteados.
Porque uma terra cresce com trabalho, verdade e oportunidades. Não cresce apenas porque alguém decidiu chamar-lhe cidade.
Autor: Joao Carlos Quelhas
Revista Repórter X / Repórter Editora
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