Apesar de serem um terço dos estrangeiros na Suíça a maioria diz serem discriminados, mas poucos são os que se arrependem viver na Suíça, revela os primeiros resultados de um extenso estudo do NCCR sobre os fluxos migratórios “On the Move” que deverá ser divulgado em 2018.
Este estudo foi realizado por membros das universidades de Neuchâtel e Genebra. Questionaram cerca de 6.000 pessoas, emigradas desde 2006, de toda a Suíça para tentar saber de como se sentiam em viver neste país.
Resultado: 90% dizem que estão satisfeitos ou até muito satisfeitos com a sua vida na Suíça. Os mais contentes são os austríacos.
“Estávamos um pouco surpreendidos com o nível de satisfação dos migrantes”, comentou o professor Wanner, diretor do Instituto de Demografia e sócio economia da Universidade de Genebra. De fato, 70% associaram a emigração na Suíça com uma melhoria da sua situação profissional. Apenas 12% sentiam que era melhor antes.
Integração e tristeza
Muitos emigrantes dizem, no entanto, ter problemas na Suíça particularmente em termos de linguagem. Muitos também dizem que sofrem de solidão. Um sentimento que afeta 10% de estrangeiros. Um em cada 10 admite também que sofreu de saudades depois da chegada a Suíça, principalmente os portugueses. Aqueles que sofrem menos das saudades após chegar são os franceses, à frente dos alemães e austríacos (três países que fazem fronteira com a Suíça).
Os franceses são também aqueles que se sentem mais preocupados com o que acontece na Suíça, mais do que o que acontece em França segundo o estudo.
Por outro lado, aqueles que são menos apegados à vida na Suíça são os portugueses, seguidos dos austríacos e espanhóis. Também são os emigrantes do sul da Europa que estão menos interessados com as políticas federais ou cantonais da Suíça.
Este sentimento de integração vai depender muito da razão pela qual o estrangeiro chegou à Suíça, disse o líder do estudo, Philippe Wanner questionada por Blick. Se a migração é vista como uma oportunidade – por exemplo, por causa de um desafio profissional – a pessoa vai se sentir muito mais preocupada. Este fenômeno também explica a razão dos franceses, muitas vezes estão descontentes com a situação em França, e estão mais encantados por estar na Suíça. E isto explica também porque os portugueses, que emigram por necessidade, são os mais “infelizes” na Suíça.
Além disso, a imigração na Suíça é motivada principalmente por razões profissionais, de acordo com os resultados preliminares do estudo. Na pergunta sobre as motivações de migrar, quase dois terços (62%) citou razões profissionais.
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