O único Deputado homenageado fora do país e eles ficam de boca aberta, porque não trabalham como o José Dias Fernandes, senão seriam também reconhecidos nas comunidades, que bateram palmas àquele que levou o caso das mães e dos lesados ao Parlamento português.
“Haverão muitas novidades”, afirmam elementos ligados ao Movimento dos Cravos Negros, uma estrutura crítica que continua a ganhar expressão junto de sectores da emigração portuguesa espalhada pela Europa.
Na homenagem feita ao Sr. Deputado José Dias Fernandes, ouviram-se as vozes dos expatriados portugueses. Segundo os organizadores e apoiantes do movimento, “as vozes que clamam por justiça e representação não podem ficar por ouvir”.
Defendem ainda ser urgente levar ao Parlamento português e ao Parlamento Europeu as questões relacionadas com os emigrantes, os lesados, as mães em luta e as dificuldades sentidas pelas comunidades portuguesas no estrangeiro.
“O Movimento dos Cravos Negros não se cala”, foi uma das frases deixadas durante a homenagem, acompanhada por cravos e palavras de forte contestação social.
Os apoiantes do movimento afirmam que “ninguém vai parar este Movimento dos Cravos Negros”, considerando que em Portugal “não existe democracia plena” enquanto os emigrantes e os lusodescendentes não forem reconhecidos “como portugueses com os mesmos direitos e os mesmos deveres que os portugueses residentes”.
No texto divulgado, são ainda dirigidas críticas severas a vários sectores ligados à emigração portuguesa ao longo das últimas décadas. O movimento acusa associações, câmaras de comércio, empresários ligados ao poder político, deputados dos círculos da emigração e sectores da comunicação social da diáspora de terem colaborado com governos portugueses sem defender verdadeiramente os interesses dos emigrantes.
Os autores das declarações afirmam que muitos “se comportaram como mercenários a soldo” durante os últimos cinquenta e dois anos, aceitando subsídios e apoios estatais enquanto, segundo defendem, ignoravam problemas estruturais vividos pelas comunidades portuguesas no estrangeiro.
Entre as críticas apresentadas encontram-se também a falta de “direito pleno ao voto”, dificuldades no acesso ao ensino da língua portuguesa para os filhos dos emigrantes e uma alegada desigualdade fiscal entre residentes em Portugal e portugueses emigrados.
“Tudo isto porque sempre contribuímos sem exigir”, refere ainda o comunicado enviado à Revista Repórter X.
O texto termina com uma afirmação identitária e patriótica: “Também somos portugueses. Viva Portugal sempre.”
Autor Quelhas
Revista Repórter X / Repórter Editora
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