A Fundação do Fiel Amigo Bacalhau nasceu em 2017 pelas mãos do empresário e actual deputado José Dias Fernandes. Antes disso, José Dias Fernandes foi vice-presidente da Academia do Bacalhau durante vários anos. Contudo, segundo a descrição apresentada, acabou por considerar que aquela estrutura se tinha tornado limitada a uma pequena elite, afastada da realidade dos emigrantes portugueses e incapaz de unir verdadeiramente a diáspora portuguesa espalhada pelo mundo.
Segundo o deputado, essa realidade levou-o a avançar com uma nova visão, criar a Fundação do Fiel Amigo Bacalhau e, simultaneamente, fundar associações do Fiel Amigo em vários países da Europa. O objectivo declarado sempre foi unir os portugueses emigrantes, preservar a identidade portuguesa e transformar a diáspora numa força viva e respeitada.
Ao longo dos anos, começaram assim a surgir encontros, almoços e associações do Fiel Amigo do Bacalhau em diferentes pontos da Europa, abertas a homens e mulheres portugueses sem elitismos nem exclusões.
Foi precisamente nesse contexto que, este fim-de-semana, decorreu em Viana do Castelo, terra do deputado, mais um almoço do Fiel Amigo do Bacalhau. Segundo as informações avançadas, estes encontros realizam-se frequentemente entre comunidades emigrantes portuguesas e deverão continuar a expandir-se para outros países europeus. Para a próxima semana está previsto um encontro em Andorra e, no próximo mês, poderá nascer uma nova associação do Fiel Amigo do Bacalhau em Zurique, na Suíça.
Segundo José Dias Fernandes, o movimento pretende continuar a crescer entre as comunidades portuguesas espalhadas pela Europa, reforçando os laços entre emigrantes portugueses e criando maior união entre a diáspora.
Mas, paralelamente ao lado cultural, gastronómico e associativo, cresce igualmente um discurso mais crítico e reivindicativo dentro de certos sectores da emigração portuguesa.
Entre emigrantes aumentam as críticas dirigidas à Embaixada de Portugal em Berna e aos consulados portugueses de Zurique e Genebra. Muitos portugueses residentes no estrangeiro afirmam existir uma distância crescente entre as estruturas diplomáticas portuguesas e os problemas concretos vividos pelas comunidades emigrantes.
Nesse contexto, surgem referências aos Lesados da SUVA, a pais que lutam contra decisões da KESB e a outros cidadãos portugueses emigrantes que afirmam enfrentar dificuldades sociais, familiares e laborais sem acompanhamento suficiente por parte das instituições portuguesas.
É neste ambiente que ganha força a intenção de mobilizar o deputado pelo círculo da Europa, os Conselheiros das Comunidades Portuguesas, associações emigrantes, Lesados da SUVA, pais afectados por processos ligados à KESB e outros cidadãos que afirmam sofrer injustiças institucionais.
Entre algumas ideias discutidas encontra-se a realização de encontros de mobilização capazes de unir diferentes sectores da diáspora portuguesa e também a tentativa de aproximar partidos suíços com assento parlamentar e pequenos partidos críticos do actual sistema político.
Paralelamente, começam igualmente a surgir referências ao eventual aparecimento de um futuro “movimento dos cravos negros”, associado a formas de contestação social e política dentro da diáspora portuguesa. Entre as hipóteses discutidas encontra-se inclusivamente o lançamento de uma petição dirigida contra responsáveis ligados à Embaixada de Portugal em Berna e aos consulados portugueses na Suíça.
Segundo as mensagens divulgadas, foi também defendida a necessidade de maior aproximação entre o deputado português pelo círculo da Europa, estruturas diplomáticas, Conselheiros das Comunidades Portuguesas e cidadãos emigrantes afectados por problemas sociais e institucionais. Entre as propostas discutidas encontra-se igualmente a realização de encontros de mobilização envolvendo Lesados da SUVA, pais que lutam contra decisões da KESB e outros emigrantes que afirmam sofrer diferentes tipos de injustiça.
No passado dia 2 de Maio, durante uma Gala realizada na Suíça, José Dias Fernandes refere ter sido homenageado pelo trabalho desenvolvido junto das comunidades portuguesas emigrantes. Num ambiente descrito como emotivo e participado, o deputado teve oportunidade de usar da palavra perante os presentes, afirmando ter sido ouvido nas questões relacionadas com emigrantes portugueses, Lesados da SUVA e famílias afectadas por conflitos institucionais.
Segundo a descrição apresentada, a homenagem esteve ligada ao reconhecimento da forma como geriu a sua vida árdua e a desenvolveu, e como, perante o sucesso alcançado, optou por continuar a olhar pelos outros em vez de olhar apenas para si próprio. O reconhecimento referido aponta igualmente para o apoio prestado ao longo dos anos a muitas pessoas, primeiro como empresário e actualmente também na vida política, incluindo mães, pais e lesados que afirmam sentir-se muitas vezes esquecidos pelas estruturas oficiais portuguesas.
José Dias Fernandes afirma continuar hoje ligado às comunidades portuguesas emigrantes, primeiro como trabalhador emigrante, depois como empresário e actualmente como deputado da Assembleia da República. Segundo o próprio, continuará a lutar pelos portugueses da diáspora, defendendo que os emigrantes são parte essencial da nação portuguesa e merecem os mesmos direitos, o mesmo respeito e a mesma dignidade que qualquer outro cidadão português.
Revista Repórter X / Repórter Editora
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