Tendência confirma abrandamento progressivo
O emprego de trabalhadores fronteiriços no cantão de Genebra continua a abrandar e, além disso, vários setores sentem este impacto de forma desigual. Segundo um estudo recente do Office cantonal de la statistique, publicado esta semana, os dados de final de 2025 confirmam esta tendência.
De acordo com o relatório, existiam 116 200 trabalhadores fronteiriços ativos em Genebra no final de 2025. Ainda assim, este valor representa apenas mais 2 100 pessoas face a 2024. Assim, regista-se a progressão mais baixa desde 2009. Apesar disso, o saldo anual mantém-se positivo, com um crescimento de 1,9%.
Setores mais afetados pelo abrandamento
Por outro lado, o estudo indica que o abrandamento atinge quase todos os setores económicos do cantão. Em particular, o comércio grossista e retalhista apresenta estagnação. Além disso, os setores do alojamento e restauração mostram sinais claros de desaceleração.
De forma semelhante, as atividades imobiliárias também registam números estáveis ou ligeiramente inferiores. Ao mesmo tempo, os ramos da informação e comunicação enfrentam uma evolução contida. Paralelamente, a indústria alimentar e do tabaco apresenta igualmente um ligeiro recuo de efetivos.
Estas áreas concentram, portanto, a maior parte do impacto, refletindo mudanças estruturais no mercado de trabalho regional. Este cenário desperta atenção entre empregadores e decisores políticos.
Atividades que resistem à tendência
No entanto, nem todos os setores seguem este movimento. Pelo contrário, áreas como as atividades jurídicas e contabilísticas continuam a crescer. Além disso, a indústria química mantém uma procura estável por trabalhadores fronteiriços.
Da mesma forma, a produção e distribuição de energia escapam ao abrandamento observado noutras áreas. Estes setores demonstram maior resiliência económica, segundo o mesmo relatório estatístico.
Origem geográfica dos trabalhadores
Relativamente à proveniência, a maioria dos trabalhadores fronteiriços continua a residir em França. Cerca de 74% vivem na Haute-Savoie, enquanto 19% estão domiciliados no departamento do Ain. Estes dados confirmam a forte interdependência regional.
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