Vila Verde: Infraestruturas negadas em Barbudo

Vila Verde: Infraestruturas negadas em Barbudo
Vila Verde: Infraestruturas negadas em Barbudo

Moradores denunciam abandono prolongado

Vila Verde: Infraestruturas negadas em Barbudo. Os residentes da Rua de Parada, em Barbudo, Vila Verde, afirmam viver numa situação de discriminação há vários anos. Ao longo deste período, apesar das repetidas queixas feitas à Câmara Municipal de Vila Verde e à Junta de Freguesia de Vila Verde e Barbudo, nada mudou. Assim, os moradores garantem que continuam privados de condições básicas de habitabilidade. Além disso, sublinham que a ausência de respostas concretas tem agravado um cenário já considerado crítico.

Problemas de saúde pública agravados

De forma particularmente preocupante, quatro casas continuam sem acesso à rede pública de água. Estas habitações, com os números 4, 6, 8 e 9, dependem exclusivamente de poços. Para piorar, todos os moradores ali têm mais de 70 anos, existindo casos de incapacidade grave. Além disso, não existe saneamento básico, obrigando cada família a utilizar fossas nos quintais, o que compromete a saúde pública.

Os residentes recordam episódios recentes que evidenciam o risco da situação. Em fevereiro de 2024, uma ambulância do INEM não conseguiu entrar na Rua de Parada para socorrer um morador com lesões graves. Como consequência, foi necessário pedir uma ambulância mais pequena enquanto a vítima sangrava e sofria de problemas na coluna cervical e na caixa torácica.
Mais tarde, na madrugada de 5 de novembro, um idoso doente foi transportado numa maca ao longo da rua, à chuva e no escuro, porque a ambulância não conseguia entrar. O diagnóstico final foi pneumonia e gripe A. Para os moradores, estes episódios demonstram, sem margem para dúvidas, a gravidade das falhas de socorro devido à falta de acesso rodoviário adequado.

Falta de pavimento e circulação perigosa

Ao mesmo tempo, a Rua de Parada continua sem pavimentação. Os residentes explicam que o piso irregular provoca quedas frequentes, sobretudo porque muitos utilizam muletas ou cadeira de rodas. Além disso, apenas um carro consegue circular de cada vez, impossibilitando a passagem de ambulâncias e veículos de bombeiros.

Sem recolha de lixo municipal, os moradores enfrentam ainda mais dificuldades no dia a dia. Contudo, a sensação de abandono não se limita a estes aspetos, já que a iluminação pública é insuficiente e a rede elétrica está desatualizada, impedindo aumentos de potência necessários para obras.

Necessidade urgente de intervenções

Apesar de a água canalizada estar instalada até metade da rua, continuam a faltar cerca de 200 metros para chegar às quatro casas. Os moradores reforçam que esta intervenção seria rápida e essencial, mas dizem sentir que não existe vontade política para resolver o problema.

Transportar materiais de construção também é quase impossível, pois camiões, gruas, reboques e máquinas de terraplanagem não conseguem entrar. Este cenário cria limitações sérias para quem precisa de fazer melhorias ou reconstruções nas habitações.

Promessas não cumpridas das entidades locais

A situação torna-se ainda mais frustrante porque, segundo os moradores, existiram promessas formais de intervenção. Em julho de 2025 foi dito que as obras começariam em setembro. Contudo, durante a Assembleia da Junta de 23 de setembro de 2025, ouviram novamente que “a obra está para breve”. Entretanto, nada foi feito até hoje, reforçando o descontentamento e a sensação de abandono.

Conclusão

Os moradores da Rua de Parada pedem, de forma urgente, uma solução definitiva. Consideram que já esperaram demasiado e que continuam privados de direitos básicos. Além disso, pedem às entidades responsáveis uma resposta concreta, transparente e imediata, para que possam finalmente viver com segurança, dignidade e qualidade de vida.

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