Taxas de rescisão antecipada de contrato de arrendamento: Ilegais mas recorrentes

Despesas de rescisão antecipada de contrato de arrendamento: Ilegais mas recorrentes
Despesas de rescisão antecipada de contrato de arrendamento: Ilegais mas recorrentes

Taxas de rescisão antecipada de contrato de arrendamento: Ilegais mas recorrentes. Muitos inquilinos desconhecem, mas os chamados frais de résiliation anticipée (taxas de rescisão antecipada) são ilegais, embora frequentemente incluídos nos contratos de arrendamento. Por isso, os locatários devem agir rapidamente para contestar essas práticas.

O que são as despesas de rescisão antecipada?

As agências imobiliárias costumam indicar no contrato uma taxa a pagar se o inquilino decidir sair antes do prazo. No entanto, a lei proíbe expressamente essa cobrança, mesmo que o contrato mencione o valor.

Por exemplo, uma auditora da emissão On en parle deparou-se com esta situação. Logo que encontrou um novo inquilino aprovado pela agência, constatou que a agência tinha retirado 150 francos da sua caução, sob o título de frais de résiliation anticipée. De imediato, decidiu lutar pelo reembolso e contactou a Comissão de Conciliação, que rapidamente devolveu o montante.


Uma prática frequente e impune

Segundo a ASLOCA, este tipo de cobrança é comum. As agências tendem a incluir cláusulas abusivas nos contratos para obter estes valores sem consequências.

“Estas cláusulas não têm validade legal”, afirma Christian Dandrès, advogado da ASLOCA. Ele explica que a maioria das agências respondeu evasivamente quando questionada sobre o assunto, e apenas uma admitiu não praticar esta taxa.

Além disso, estas práticas acontecem com total impunidade, porque muitos inquilinos desconhecem os seus direitos ou hesitam em contestar.


O que diz a lei sobre estas taxas?

A jurisprudência de 2015 esclarece que um inquilino não pode ser obrigado a pagar para exercer um direito. Assim, se o locatário apresentar um candidato solvente para ocupar o imóvel, o senhorio não pode condicionar a saída a qualquer pagamento.

Portanto, qualquer taxa cobrada é nula e o inquilino tem direito ao reembolso.

Exemplo prático

  1. Inquilino deseja rescindir contrato antecipadamente.
  2. Apresenta um novo locatário que cumpra os critérios legais.
  3. A agência tenta cobrar uma taxa.
  4. O inquilino recorre à Comissão de Conciliação.
  5. A taxa é anulada e o valor devolvido.

Como recorrer à Comissão de Conciliação

Quando a agência retira valores da caução ou de outras faturas, a situação exige intervenção formal. O procedimento é simples:

  • O inquilino envia dois contactos escritos à agência.
  • Se não houver acordo, sai à Comissão de Conciliação.
  • A comissão emite uma decisão, garantindo que os direitos do inquilino sejam respeitados.

Muitas vezes, apenas o segundo contacto já resolve a situação, evitando longos processos judiciais.


Outras taxas que não deveriam ser cobradas

Além da rescisão antecipada, existem outros custos ilegítimos exigidos por algumas agências:

  • Taxas de sublocação.
  • Taxas por alterações contratuais devido a separação ou falecimento.
  • Qualquer taxa que surja quando o inquilino exerce um direito legal.

Portanto, sempre que um senhorio ou agência tenta impor encargos, é essencial contestar formalmente e recorrer à Comissão de Conciliação, garantindo o reembolso e o respeito pelos direitos do locatário.


Em resumo, não permita que lhe cobrem taxas ilegais. Conhecer a lei e recorrer aos órgãos competentes pode economizar tempo e dinheiro, evitando abusos recorrentes no mercado imobiliário.

Lembre-se: quando se trata de direitos do inquilino, a informação e a ação rápida são suas maiores aliadas!

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