Autoridades atualizam vítimas e nacionalidades
Suíça: Incêndio em Crans‑Montana primeira vítima portuguesa. As autoridades suíças confirmaram esta tarde que pelo menos 40 pessoas perderam a vida no trágico incêndio durante uma festa de Ano Novo em Crans‑Montana, e que mais de 110 ficaram feridas, muitas em estado grave. Este balanço provisório ainda pode alterar‑se, uma vez que a identificação oficial das vítimas continua a ser um processo complexo e demorado.
Segundo os dados disponibilizados, entre os feridos já identificados estão cidadãos de várias nacionalidades, incluindo suíços, franceses, italianos, sérvios, bósnios, belgas, luxemburgueses, polacos e um português, enquanto a nacionalidade de alguns permanece desconhecida. Relativamente ao ferido português, ainda não foi possível confirmar a sua identidade ou estado atual.
Hospitalizações e transferências internacionais
Durante uma conferência de imprensa na sexta‑feira, o presidente do Governo do Valais explicou que 119 pacientes foram admitidos inicialmente no Hospital de Sion e que muitos foram posteriormente transferidos para outras unidades, incluindo o CHUV em Lausanne. Além disso, cerca de cinquenta feridos foram ou estão prestes a ser transportados para hospitais no estrangeiro, em especial para unidades com capacidade para tratar queimaduras graves.
O responsável frisou que “entre 80 e 100 feridos” ainda se encontram em estado de urgência absoluta”, sublinhando que casos com queimaduras de terceiro grau em mais de 15 % da superfície corporal apresentam risco elevado de morte nas próximas horas ou dias devido à possibilidade de septicemia.
Processo de identificação e desafios médicos
As equipas forenses enfrentam uma tarefa difícil para identificar as vítimas devido à gravidade dos ferimentos e à destruição causada pelo fogo. As autoridades mantêm a prioridade na identificação e respetiva devolução dos corpos às famílias. Paralelamente, a investigação continua para esclarecer integralmente as causas e as circunstâncias do incidente trágico.


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