Suíça: Custos disparam nos hangares F-35

Suíça: Custos disparam nos hangares F-35
Suíça: Custos disparam nos hangares F-35

Obras militares sob escrutínio

Entretanto, a adaptação dos aeródromos militares suíços para receber os caças F-35A está a gerar forte polémica política e financeira.
Além disso, um relatório recente do Controlo Federal das Finanças (CDF) alerta para aumentos significativos de custos e atrasos relevantes nas obras.
Por conseguinte, o projeto levanta dúvidas sobre planeamento, transparência e impacto orçamental a médio prazo.

Investimento inicial já ultrapassado

Desde logo, a Suíça decidiu adquirir novos aviões de combate F-35A para modernizar a sua defesa aérea.
No entanto, devido a divergências com os Estados Unidos sobre os preços, o número final de aeronaves permanece incerto.
Atualmente, discute-se a compra de 24 ou 30 aviões, em vez dos 36 inicialmente previstos.

Ainda assim, independentemente do número final, as infraestruturas existentes exigem adaptações profundas.
Por isso, os aeródromos de Payerne, Meiringen e Emmen precisam de novos hangares, simuladores e sistemas tecnológicos avançados.
Em 2022, o Parlamento aprovou um crédito inicial de 120 milhões de francos para estas intervenções.

Sobrecustos preocupam auditores

Contudo, em junho de 2025, o Departamento da Defesa anunciou um acréscimo imediato de 60 milhões de francos.
Agora, adicionalmente, o CDF identificou projetos suplementares avaliados em mais de 50 milhões de francos.
Segundo o relatório, estes projetos estão diretamente ligados às obras principais, tanto em termos materiais como temporais.

Por esse motivo, o CDF exige que todos os custos associados sejam apresentados de forma clara e transparente aos decisores políticos.
Além disso, os auditores sublinham que o valor inicial foi definido em 2018, antes da escolha do tipo de avião em 2021.
Assim, a estimativa inicial é considerada insuficientemente fundamentada.

Atrasos ameaçam calendário

Paralelamente, o relatório aponta falhas graves no cumprimento dos prazos estabelecidos.
Em Payerne, o início das obras sofreu um atraso de seis meses.
Já em Meiringen e Emmen, os atrasos ultrapassam um ano completo.

Segundo o CDF, as autoridades subestimaram o tempo necessário para os processos de planeamento e licenciamento.
Atualmente, os alvarás de construção para Meiringen e Emmen não deverão ser emitidos antes de meados de 2026.
Deste modo, o calendário global do projeto encontra-se seriamente comprometido.

Risco operacional identificado

O CDF alerta ainda que a infraestrutura concluída é uma condição essencial para operar os F-35A.
Caso as obras não estejam prontas aquando da entrega dos aviões, será necessário recorrer a soluções temporárias.
Entre as opções, surge o estacionamento provisório na Suíça ou no país do fabricante.

Ainda assim, os auditores defendem que as consequências e a probabilidade deste cenário devem ser avaliadas com rigor.
Segundo o relatório, essa análise é crucial para reduzir riscos financeiros e operacionais futuros.

Respostas oficiais às críticas

Em resposta, a armasuisse aceitou parcialmente as recomendações do CDF, rejeitando outras.
Apesar disso, o organismo destaca que recebeu uma avaliação muito positiva em matéria de segurança e proteção.
Por sua vez, o Secretariado-Geral do Departamento da Defesa afirma levar as recomendações a sério.

Além disso, as autoridades explicam que, no momento da decisão sobre o tipo de avião, não era possível definir todas as obras necessárias.
No futuro, garantem que os créditos serão apresentados de forma mais transparente, esclarecendo eventuais custos adicionais.

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