Licença parental inicial aprovada com apoio do CHEGA

Licença parental inicial aprovada com apoio do CHEGA
Licença parental inicial aprovada com apoio do CHEGA

Parlamento reforça direitos das famílias

Licença parental inicial aprovada com apoio do CHEGA. A Assembleia da República aprovou hoje, de forma clara e com forte maioria, a generalidade de um projeto de lei que amplia a licença parental inicial para seis meses, com remuneração de 100%, mesmo sem obrigar a partilha entre progenitores. A iniciativa, baseada em uma petição de cidadãos, foi novamente discutida depois de ter perdido efeito com a dissolução do parlamento em 2025.

Abstenções e críticas no voto

Nesta votação, o PSD e o CDS‑PP optaram por se abster, enquanto o CHEGA, PS, Bloco de Esquerda, Livre, PCP, IL e PAN votaram a favor da proposta, demonstrando uma ampla convergência em torno da proteção familiar.
Apesar disso, deputados do PSD defenderam que a matéria está a ser trabalhada em dialogo com parceiros sociais no âmbito da reforma laboral, e por isso não seria útil aprovar agora o projeto isolado.

Debate intenso sobre justiça social

Durante o debate, a deputada do CHEGA Felicidade Vital acusou o Governo de manter um sistema injusto que prejudica mães e pais, defendendo que o tempo com os filhos nos primeiros meses deve ser considerado um direito fundamental.
Os promotores do projeto recordaram que mais de 42 mil cidadãos subscreveram a petição para que a Assembleia retomasse esta questão.

Próximos passos legislativos

Depois de aprovada na generalidade, a proposta baixa agora à Comissão do Trabalho, Segurança Social e Inclusão, onde será analisada em detalhe e poderá ser ajustada antes da votação final.
Os seus apoiantes sublinharam que a medida só entrará em vigor após aprovação com o Orçamento do Estado de 2027, garantindo viabilidade financeira e execução depois de todos os trâmites legais.

Impacto na lei laboral

O Governo já tinha apresentado mudanças na legislação laboral que permitem alargar a licença parental até 180 dias em regime partilhado, mas a proposta dos cidadãos garante mais liberdade de escolha para as famílias sem condições adicionais.

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