Bancos portugueses sob escrutínio europeu AMLA

Bancos portugueses sob escrutínio europeu AMLA
Bancos portugueses sob escrutínio europeu AMLA

Autoridade europeia avança com recolha de dados

Bancos portugueses sob escrutínio europeu AMLA. A Autoridade para o Combate ao Branqueamento de Capitais iniciou o processo de seleção das instituições financeiras europeias a supervisionar diretamente a partir de 2028.
A entidade pediu dados às principais instituições financeiras, de forma a testar modelos de avaliação de risco harmonizados.
Por conseguinte, segundo revelou Bruna Szegő, a recolha de informação arranca já em março.

Bancos portugueses já foram notificados

Segundo apurou o Jornal PT50 que os principais bancos portugueses receberam pedidos formais de informação detalhada.
As instituições terão de explicar os modelos usados para identificar operações suspeitas de branqueamento de capitais.
Além disso, estes dados permitirão comparar práticas atualmente muito diferentes dentro da União Europeia.

Fragmentação europeia preocupa supervisores

Segundo a presidente da AMLA, existem atualmente 27 abordagens distintas na União Europeia, o que dificulta uma supervisão eficaz.
Por isso, a nova autoridade pretende reduzir a fragmentação regulatória e, simultaneamente, uniformizar métodos e práticas.
Consequentemente, a AMLA pretende criar um modelo comum, aplicável a diferentes mercados financeiros.

Supervisão abrangerá mais do que bancos

Por outro lado, Bruna Szegő explicou ao jornal Il Sole 24 Ore que a supervisão direta não se limitará aos bancos.
Assim, poderão ser incluídas instituições que operem em pelo menos seis Estados-membros e apresentem elevado risco.
Além disso, prestadores de serviços de criptoativos também poderão integrar o grupo selecionado.

Portugal participa no processo europeu

Entretanto, o exercício decorre em articulação com o Banco de Portugal, a CMVM e a ASF.
Por fim, Portugal conta com dez representantes no Conselho Geral da AMLA, reforçando o seu peso institucional.

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