Votou e anularam o voto pela mentira da razão

Votou e anularam o voto pela mentira da razão
Votou e anularam o voto pela mentira da razão

Na sequência da circulação de um vídeo e de versões truncadas dos factos ocorridos no acto eleitoral realizado no Consulado de Portugal em Zurique, impõe-se a reposição serena e rigorosa da verdade, como manda o jornalismo que não se ajoelha ao ruído.

Segundo esclarecimento prestado pelo Cônsul de Portugal em Zurique, Dr. Gonçalo Motta, o cidadão em causa declarou falsamente aos membros da mesa que tinha votado naquele consulado na primeira volta. Com base nessa afirmação, foi-lhe inicialmente entregue um boletim. No momento em que a mesa procedeu à verificação legal, através da introdução do Cartão de Cidadão no sistema informático, surgiu a indicação clara de que o eleitor não constava dos cadernos eleitorais de Zurique, encontrando-se recenseado na Póvoa de Lanhoso. A declaração inicial era, portanto, falsa.

Perante esse dado objectivo, o procedimento legal foi cumprido, o voto não foi considerado válido e não entrou na urna, como determina a lei eleitoral portuguesa. Não se tratou de arbitrariedade, nem de abuso, mas do funcionamento normal das regras que protegem a lisura do sufrágio.

É igualmente desmentida qualquer alegação de falta de respeito por parte da mesa ou dos serviços consulares. Pelo contrário, segundo o relato oficial, houve insultos dirigidos aos presentes por parte do próprio cidadão, situação que não encontra justificação nem na frustração nem na discordância.

A verdade é simples e não precisa de enfeite. Um acto eleitoral vive da confiança, da regra e da palavra dada. Quando a palavra é usada para iludir, a regra tem de falar mais alto. Defender eleições limpas é defender a democracia, mesmo quando isso desagrada a quem prefere o espectáculo à responsabilidade.

Se o cidadão entender que tem razão, dispõe de meios formais para o verificar, devendo consultar o site oficial do Governo de Portugal, onde pode confirmar as regras do recenseamento eleitoral e aferir, com clareza, se lhe assiste ou não razão.

A Revista Repórter X publica este esclarecimento por dever de verdade, por respeito aos leitores e por fidelidade à democracia, a verdade não se grita, demonstra-se.

autor: Quelhas

Revista Repórter X / Repórter Editora

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