Uma criança afastada da mãe viva, presente e capaz, o retracto cru de uma injustiça na Suíça

Uma criança afastada da mãe viva, presente e capaz, o retracto cru de uma injustiça na Suíça
Uma criança afastada da mãe viva, presente e capaz, o retracto cru de uma injustiça na Suíça

Como mãe escrevo porque já não posso ficar em silêncio. O meu filho foi retirado dos meus cuidados e desde então vive institucionalizado na Suíça, longe da mãe que o ama, o protege e está pronta para o receber em casa. Esta situação dura há 7 anos. São 7 anos de espera, de desgaste e de luta desigual contra um sistema que decidiu afastar-me em vez de cuidar de nós.

Desde o primeiro dia tenho recorrido aos tribunais. Não por vingança, não por conflito, mas porque acredito que uma criança deve crescer com amor, estabilidade e verdade. Sempre disse, e continuo a dizer, que posso sustentar e criar o meu filho. Trabalho, pago as minhas contas e, apesar de todas as dificuldades, nunca abandonei a minha responsabilidade de mãe.

O que muitos não vêem é o custo real desta decisão. Para cumprir as visitas impostas gasto cerca de 500 francos por mês em combustível. As visitas são durante a semana, o que me obriga a faltar ao trabalho, reduzindo o meu salário. Ganho menos porque quero ver o meu filho. Empobreço porque não abdico dele. É esta a realidade que não aparece nos despachos nem nos relatórios.

Enquanto isso, o meu filho permanece numa instituição, onde denuncio negligência e ausência do cuidado afectivo que só uma família pode dar. O menino podia estar comigo, em casa, com estabilidade, rotina, carinho e presença. Em vez disso, cresce num espaço que não substitui uma mãe.

O pai da criança, durante anos, recusou pagar os alimentos. Só começou a fazê-lo depois de intervenção das autoridades e cobrança directa no salário. Este facto consta dos processos judiciais. Hoje pretende a guarda do menino num contexto que levanta sérias preocupações e que está amplamente documentado nos autos. Também consta do processo que, no passado, tentou coagir-me a abortar, que rejeitou a criança e que se afastou das suas responsabilidades parentais durante largos períodos.

Perante tudo isto recorri novamente à justiça. Foi apresentado um recurso para o tribunal superior, com uma defesa sólida, clara e juridicamente fundamentada. O advogado de defesa pediu justiça. Pediu a anulação da decisão anterior, denunciou falhas graves no parecer pericial utilizado, a desigualdade de tratamento entre mãe e pai e a violação dos meus direitos fundamentais enquanto mãe e enquanto pessoa.

Foi solicitado apoio judiciário, mas mesmo que venha a ser concedido, as custas não desaparecem. A justiça, neste caso, continua a ter um preço que pesa sobre quem já carrega demasiado. Se esta instância não corrigir esta situação, levarei o caso até ao fim. Não por teimosia, mas porque uma mãe não desiste de um filho.

Escrevo este texto porque preciso de ajuda. Preciso de apoio para pagar as despesas do processo e os honorários da defesa, para que o trabalho jurídico continue, para que a minha causa seja tratada com o tempo, a atenção e o rigor que este caso exige.

A quem quiser ajudar, a quem sentir que uma criança não deve crescer longe da mãe quando essa mãe está presente e capaz, deixo este pedido público de solidariedade.

Não peço caridade. Peço solidariedade.
Não peço favores. Peço justiça.
Uma mãe é sagrada. E nenhuma criança deveria crescer afastada da mãe quando essa mãe luta todos os dias por ela.

revistareporterx.blogspot.com
Infosuica.com

Seja o primeiro a comentar

Deixe seu comentário