Swisscom aumenta preços

Swisscom aumenta preços
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Swisscom Aumenta Preços: Saiba Quanto Vai Custar Saltar Publicidade na TV em Replay. Assistir televisão em replay tornou-se um hábito para milhares de pessoas em Portugal e na Suíça. No entanto, a Swisscom decidiu aumentar os preços desta funcionalidade muito procurada. A partir de 1 de novembro, quem quiser continuar a avançar rapidamente nas publicidades terá de pagar mais. Mas será que compensa? Descubra todos os detalhes e compare com outros fornecedores.

O que muda para os clientes Swisscom

A partir de novembro, os utilizadores que pretendem manter a função de “skip ads” em modo Replay pagarão 8,90 francos suíços por mês. Atualmente, a tarifa é de 6,90 francos, o que significa um aumento de dois francos.

Este ajuste surge porque a Swisscom vai permitir que os clientes avancem mais facilmente nas pausas publicitárias, mesmo quando estas são emitidas em modo replay.

Por outro lado, a empresa garante que o preço dos pacotes básicos Blue TV não será alterado. A função de eliminação de anúncios continua a ser opcional e pode ser cancelada mensalmente.

Em resumo: só quem quer eliminar publicidade pagará mais.

Mais publicidade para quem não pagar

Outro ponto importante é o alargamento da duração das publicidades no Replay. Até agora, os anúncios antes de uma emissão duravam apenas 7 segundos. A partir de novembro, passarão a ter 30 segundos.

Desta forma, os clientes que não subscreverem a opção premium terão de suportar anúncios mais longos e frequentes.

Assim, a Swisscom tenta equilibrar os interesses dos anunciantes e dos consumidores, mantendo a TV tradicional competitiva face aos serviços de streaming como Netflix ou Amazon Prime.

Concorrência mantém preços mais baixos… para já

Embora a Swisscom seja a primeira a aplicar este aumento, outros operadores suíços oferecem a mesma função com preços diferentes.

  • Sunrise, Salt e Quickline: disponibilizam a função “skip ads” como extra pago. Os valores variam entre 5 e 10 francos por mês.
  • Teleboy: oferece o serviço mais barato, mas apenas para clientes que já tenham Internet com o operador.
  • Quickline: apresenta o custo mais elevado, chegando aos 10 francos por mês.
  • Zattoo: inclui a função apenas no pacote “Zattoo Ultimate”, por 20 francos mensais.

Até agora, estes concorrentes não aumentaram os preços, mas a tendência poderá mudar em breve.

Novas taxas em 2026 podem agravar preços

A partir de janeiro, os fornecedores terão de pagar mais à cooperativa Suissimage, responsável pela gestão dos direitos de autor.

Atualmente, por cada subscrição com a função extra de eliminação de publicidade, os operadores pagam 5,40 francos (com IVA incluído). Em 2026, a taxa sobe para 6,50 francos.

Por isso, os preços dos pacotes de TV podem aumentar ainda mais nos próximos anos, caso os fornecedores decidam transferir estes custos para os clientes.

Um exemplo claro é a Digitec Galaxus, loja online do grupo Migros, que já ajustou o seu novo pacote TV para 7 francos, repassando quase todo o valor diretamente para a Suissimage.

O desafio da televisão linear

Enquanto os serviços de streaming crescem, a televisão tradicional enfrenta dificuldades em manter a sua relevância.

Com a introdução de publicidade obrigatória em modo Replay, os canais privados e até a SSR (empresa pública suíça) procuram reforçar as receitas publicitárias.

No entanto, muitos utilizadores mostram resistência, pois estão habituados à flexibilidade e conveniência do streaming, onde a publicidade é mínima ou inexistente.

Consequentemente, esta mudança levanta questões: será que os telespectadores vão aceitar pagar mais só para evitar publicidade? Ou migrarão de vez para plataformas de streaming?


O que significa para os consumidores

Para os utilizadores, a decisão é simples mas importante:

  • Quer evitar publicidade? Prepare-se para pagar um extra mensal.
  • Prefere não gastar mais? Terá de lidar com anúncios mais longos e frequentes.

Assim, a Swisscom aposta na segmentação: quem valoriza conveniência paga mais, quem prefere poupar adapta-se à publicidade.

Em qualquer dos casos, a experiência televisiva em Replay nunca mais será a mesma.


Conclusão: compensa pagar mais?

A decisão de subscrever ou não a função extra dependerá do perfil de cada telespectador. Para quem vê muitas séries ou filmes em Replay, os 8,90 francos podem justificar-se.

No entanto, quem consome menos televisão ou prefere o streaming talvez opte por manter o pacote básico.

Em todo o caso, a tendência é clara: a televisão linear caminha para um modelo cada vez mais próximo das plataformas digitais, com opções pagas para eliminar publicidade.

Assim, cabe ao consumidor decidir se aceita pagar mais pela comodidade de “ver o que quer, quando quer, sem anúncios”.

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