Suíça rejeita limitar imigração e crescimento populacional

Suíça rejeita limitar imigração e crescimento populacional
Suíça rejeita limitar imigração e crescimento populacional

Senado recusa iniciativa popular

Suíça Rejeita Limitar Imigração e Crescimento Populacional. O Senado suíço rejeitou esta semana a proposta popular que visava limitar a imigração e fixar um teto de dez milhões de residentes permanentes, e assim impediu que o texto avançasse para votação pública. Esta decisão ocorre depois de a Câmara dos Deputados também ter recusado a iniciativa no início do ano, reforçando a posição do Parlamento contra a medida.

A iniciativa foi debatida na segunda‑feira e a maioria dos senadores considerou que o texto não resolveria problemas sociais ou económicos existentes, mas que poderia, pelo contrário, criar novas dificuldades para o país. Por essa razão, foi rejeitada por larga maioria.

Contrapropostas igualmente recusadas

Além de rejeitar a proposta principal, o Senado suíço também recusou todas as contrapropostas apresentadas no contexto do debate. Estas propostas tinham sido sugeridas por partidos políticos como o Partido do Centro e o Partido Liberal Radical, mas não obtiveram apoio suficiente entre os legisladores.

Em setembro último, anteriormente, a Câmara dos Deputados já havia recusado uma contraproposta semelhante apresentada por círculos centristas ao discutir o texto original. Esta segunda rejeição pelos dois órgãos parlamentares reforça a posição dominante contra esta iniciativa específica.

Origem e objetivo da iniciativa

A proposta, denominada pelos seus proponentes como “iniciativa de sustentabilidade”, foi lançada em abril de 2024 pelo Partido Popular Suíço, um partido de direita com forte posicionamento anti‑imigração, apoiado por mais de 114 mil assinaturas necessárias para uma proposta popular federal.

O principal objetivo era garantir que a população residente permanente na Suíça não ultrapassasse de forma duradoura o limite de dez milhões, ou que essa marca fosse apenas ultrapassada através do excedente de nascimentos e não por imigração.

Os críticos da iniciativa, incluindo economistas e responsáveis governamentais, argumentaram que tal medida poderia afetar negativamente a economia suíça e a sua capacidade de manter acordos internacionais, especialmente no que toca à livre circulação com a União Europeia.

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