Referendo marca junho decisivo
Os eleitores da Suíça vão decidir, a 14 de junho, se o país deve impor um limite máximo de 10 milhões de habitantes.
A iniciativa, promovida pelo Partido Popular Suíço, propõe uma alteração constitucional com aplicação até 2050.
Segundo o partido, a medida responde àquilo que classifica como imigração descontrolada, considerada responsável por vários problemas estruturais.
A proposta chegou a referendo depois de recolhidas mais de 114 mil assinaturas válidas, conforme avançou a Bloomberg.
Contexto político e social
No entanto, o Governo e o parlamento rejeitam claramente a iniciativa, defendendo que a limitação populacional prejudicaria a economia.
Ainda assim, uma sondagem divulgada em dezembro revelou que cerca de 48% dos eleitores apoiam a proposta.
Este apoio surge, sobretudo, num contexto de crescimento do sentimento anti-imigração em várias regiões do país.
De acordo com Stefan Legge, professor da Universidade de St. Gallen, o PIB per capita estagnou nos últimos anos.
Além disso, segundo o académico, muitos cidadãos sentem hoje uma perda real de rendimento, procurando responsáveis para essa situação.
Crescimento populacional em foco
Atualmente, a Suíça conta com cerca de 9,1 milhões de habitantes.
Desde 1960, contudo, a população aumentou aproximadamente 70%, impulsionada pela procura de mão-de-obra estrangeira.
O SVP sustenta que este crescimento exerce forte pressão sobre infraestruturas, transportes e habitação.
Por isso, o partido defende que o país precisa de travões imediatos para garantir sustentabilidade a longo prazo.
Impacto económico e europeu
Caso a iniciativa seja aprovada, o acordo de livre circulação com a União Europeia poderá ficar comprometido.
Além disso, várias empresas alertam que restrições à imigração dificultariam o recrutamento de talento estrangeiro.
Segundo o setor empresarial, esse talento é essencial para manter a competitividade da economia suíça.
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