Suíça lidera integração de imigrantes no trabalho

Suíça lidera integração de imigrantes no trabalho
Suíça lidera integração de imigrantes no trabalho

Suíça destaca-se na integração de migrantes

A Suíça tem-se destacado entre os países mais ricos do mundo pela eficácia na integração de imigrantes no mercado de trabalho, segundo um estudo da OCDE. O relatório, encomendado pela Secretaria de Estado para Migração, revela que 77% dos imigrantes no país estão empregados, um número muito acima da média de 38 Estados-membros da OCDE, incluindo Alemanha, França, Reino Unido e Estados Unidos.

Este resultado é ainda mais significativo considerando o elevado nível de imigração na Suíça. Mais de 31% da população nasceu fora do país, uma das maiores proporções da OCDE, apenas atrás de Luxemburgo na Europa. Deste total, cerca de três quartos chegaram através da livre circulação de pessoas da União Europeia, enquanto 7% ingressaram pelo sistema de asilo.

Fatores que impulsionam a integração

O estudo identifica dois fatores cruciais para o sucesso dos migrantes: trabalho e idioma. Muitos imigrantes chegam à Suíça com elevada educação e forte motivação para aprender a língua local. Cerca de 61% daqueles que não têm o alemão, francês ou italiano como língua materna participam em cursos de idiomas, um dos melhores resultados registados pela OCDE.

Em cinco anos, quase metade dos participantes progride da proeficiência básica para fluente, frequentemente requisito essencial para garantir um emprego estável. Este progresso linguístico evidencia a importância do investimento em educação e formação para a integração económica.

Modelo descentralizado fortalece resultados

As autoridades suíças atribuem o sucesso à adoção de um modelo gradual e descentralizado. Ao longo dos últimos 25 anos, a responsabilidade pela integração tem-se transferido progressivamente para cantões, municípios, escolas, empresas e sociedade civil. Este enfoque permite soluções mais adaptadas às necessidades locais, em vez de depender exclusivamente de políticas do governo federal.

Diferenças persistentes no desemprego

Apesar dos números positivos de emprego, as disparidades no desemprego ainda existem. Segundo a definição da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a taxa geral de desemprego na Suíça foi de 4,3% em 2024. Entre os cidadãos suíços, a taxa caiu para 3,1%, enquanto nacionais da UE e da EFTA registaram 5,7%.

Para estrangeiros fora da UE, o desemprego permanece significativamente mais alto, atingindo 11,7%. Estes dados mostram que, embora a integração funcione melhor do que na maioria dos países ricos, a Suíça ainda enfrenta desafios para garantir igualdade de oportunidades entre todos os grupos de migrantes.

Implicações e lições internacionais

O exemplo suíço sublinha a importância de políticas de integração combinadas com apoio linguístico e inclusão no mercado de trabalho. A abordagem gradual, adaptada localmente e com participação da sociedade civil, demonstra ser mais eficaz do que estratégias centralizadas.

Especialistas internacionais sugerem que outros países com elevada imigração poderiam beneficiar de modelos similares, promovendo cursos de idiomas, formação profissional e integração comunitária, garantindo assim que os migrantes contribuam plenamente para a economia.

Em resumo, a Suíça apresenta-se como referência global em integração de migrantes, com taxas de emprego elevadas e estratégias adaptadas, embora ainda existam desafios a superar para reduzir desigualdades.

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