Seguros de saúde: como evitar as armadilhas do telemarketing

Seguros de saúde: como evitar as armadilhas do telemarketing
Seguros de saúde: como evitar as armadilhas do telemarketing

Crescimento das fraudes

Seguros de saúde: como evitar as armadilhas do telemarketing. Todos os anos, com a chegada do outono, intensificam-se as comparações de seguros de saúde e, por isso, aumentam também os contactos telefónicos fraudulentos. Assim, muitos consumidores tornam-se alvos de falsas promessas de poupança que escondem práticas abusivas. Além disso, como a mudança de seguradora no final do ano é comum, os burlões aproveitam esta fase para multiplicar os ataques. Embora o démarchage telefónico não seja ilegal na Suíça, ele deve respeitar regras claras. Consequentemente, é essencial conhecer os sinais de alerta e agir rapidamente para evitar armadilhas. A prevenção continua a ser a melhor defesa.

Banir publicidade para evitar contactos

Para quem deseja eliminar por completo chamadas publicitárias, existem duas opções simples. Em primeiro lugar, é possível adicionar um asterisco (*) à inscrição no diretório telefónico. Em segundo lugar, pode optar por não constar no diretório. Assim, os operadores ficam impedidos de contactar estes números, uma vez que a lei federal contra a concorrência desleal proíbe publicidade dirigida a pessoas que manifestaram essa recusa. Além disso, torna-se útil instalar filtros no telefone para bloquear chamadas indesejadas. Contudo, é importante recordar que nenhuma solução oferece proteção total, embora reduza substancialmente o risco.

Identificar contactos ilegais

Por vezes, a prospeção telefónica pode até interessar-lhe, mas é essencial reconhecer quando ela viola as regras. Desde setembro de 2024, o contacto telefónico a frio por parte de intermediários de seguros de saúde está proibido. Assim, considera-se abordagem ilegal qualquer chamada não solicitada, não anunciada e feita por uma empresa ou intermediário com quem o consumidor não tem relação comercial ativa. Além disso, a chamada é igualmente irregular quando não existe vínculo há mais de 36 meses ou quando não resulta de recomendação de uma pessoa conhecida. Estes critérios permitem sinalizar rapidamente práticas perigosas.

Verificar a autenticidade da origem

Depois de ultrapassar os primeiros sinais de alerta, torna-se fundamental confirmar a identidade da pessoa que telefona. Assim, recomenda-se verificar se a seguradora alegadamente responsável pelo contacto pertence ao grupo das que renunciaram ao démarchage telefónico. Desde 2015, a plataforma Comparis atribui os selos “Abordagem séria” e “Sem prospeção telefónica” às seguradoras que cumprem rigorosamente a lei. A lista atualizada, disponível no seu site, permite confirmar facilmente a legitimidade do contacto. No entanto, mesmo que a seguradora não figure nessa lista, a prudência continua indispensável. Nunca revele dados pessoais sem confirmação sólida.

Fazer as perguntas certas

Quando o interlocutor é um corretor independente, o consumidor deve adotar uma postura ainda mais vigilante. Assim, é recomendado solicitar o nome completo, um número de retorno e a origem das suas informações de contacto. Além disso, deve verificar-se a sua inscrição no registo público da Autoridade Federal de Supervisão dos Mercados Financeiros (Finma). Esta confirmação ajuda a garantir que se trata de um profissional credenciado e não de um impostor. A Finma alerta também para chamadas de números estrangeiros ou ofertas que envolvem outros serviços financeiros, que constituem forte indício de fraude.

Agir quando se confirma a burla

Se, apesar das precauções, perceber que está perante um burlão, a primeira ação consiste em anotar o número e bloqueá-lo imediatamente. Em seguida, deve comunicar o caso à Federação Romanda dos Consumidores (FRC). Para denúncias relacionadas com o seguro básico LAMal, o contacto adequado é o e-mail do OFSP. Já para seguros complementares, a queixa deve ser enviada à Finma através do formulário oficial. Além disso, é possível denunciar chamadas publicitárias feitas para números protegidos ou não publicados no site do Seco. Por fim, a plataforma inter-mieux.ch, criada pelas organizações de seguradoras, permite reportar violações do acordo setorial relativas a intermediários. A denúncia contribui para travar a expansão das fraudes e protege outros consumidores.

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