Saiba quanto sobra realmente às famílias suíças no final do mês

Saiba quanto sobra realmente às famílias suíças no final do mês
Saiba quanto sobra realmente às famílias suíças no final do mês

O orçamento familiar em 2023

Saiba quanto sobra realmente às famílias suíças no final do mês. O orçamento das famílias suíças continua sob pressão e, embora o rendimento disponível médio pareça confortável, a realidade mostra-se bem mais desigual. Assim, ao analisarmos os dados oficiais mais recentes, percebemos que a maioria das famílias vive com menos do que a média nacional, o que, por si só, revela uma clara disparidade económica. Além disso, as despesas obrigatórias crescem todos os anos, o que, por consequência, reduz significativamente a margem financeira no final do mês.

A realidade por detrás do rendimento médio

Em 2023, o rendimento disponível médio dos agregados familiares suíços atingiu 7186 francos mensais e, contudo, 61% das famílias tinham menos do que este valor, segundo o Instituto Federal de Estatística. Portanto, ao somarmos salários, pensões e rendas e ao deduzirmos impostos e contribuições obrigatórias, torna-se evidente que um valor médio não representa a experiência da maioria. Além disso, os lares com apenas um provedor financeiro encontram-se particularmente vulneráveis, o que, inevitavelmente, aumenta o risco de dificuldades económicas.

O peso dominante dos salários

Os salários continuam a constituir a maior fatia dos rendimentos familiares, já que representam 73,6% das receitas brutas. Assim, convém recordar que, recentemente, os dados oficiais mostraram que um trabalhador a tempo inteiro recebeu em média 85 100 francos anuais. No entanto, o salário das mulheres permanece cerca de um quarto inferior, o que demonstra uma desigualdade persistente que precisa urgentemente de atenção. Além disso, as prestações sociais correspondem a 20,8% dos rendimentos e os lucros do património permanecem reduzidos, já que apenas um em cada sete agregados ultrapassa os 4,5%.

A carga das despesas obrigatórias

Apesar dos rendimentos brutos atingirem, em média, 10 342 francos por mês, as despesas obrigatórias absorvem 30,5% desse valor, o que representa 3154 francos mensais. Assim, os impostos surgem como o maior encargo (12%), seguidos das contribuições sociais como AVS e LPP (10,3%). Além disso, os prémios de saúde representam 6,7% e continuam a pesar cada vez mais no orçamento familiar. Ao mesmo tempo, as transferências monetárias entre famílias tornam-se relevantes sobretudo para famílias monoparentais.

A escalada das despesas de consumo

Os custos com consumo atingiram 5049 francos por mês, quase metade dos rendimentos brutos. Assim, o alojamento e a energia tornaram-se o maior encargo de consumo, já que passaram de 1374 para 1449 francos mensais, atingindo 14%. Portanto, esta subida transforma habitação e eletricidade no maior peso do orçamento, algo que muitos suíços sentem diariamente no bolso.

Quanto sobra no final do mês?

Depois de todas as despesas, restaram em média 1736 francos mensais para poupança, representando 16,8% do rendimento bruto. No entanto, esta realidade não se aplica a todos. De facto, as famílias com rendimentos inferiores a 4839 francos brutos mensais gastaram frequentemente mais do que receberam. Este cenário explica-se pela elevada percentagem de reformados (60%) nesta categoria, que financiam parte das despesas recorrendo à poupança acumulada.

Conclusão

O orçamento das famílias suíças em 2023 revela um país onde a média esconde desigualdades significativas e onde os custos obrigatórios crescem de forma constante. Assim, torna-se essencial acompanhar estas tendências e compreender como elas afetam diretamente o bem-estar das famílias. Afinal, o que parece suficiente no papel pode ser insuficiente no dia a dia real.
Fonte: Budget des ménages suisses: Découvrez comment se répartissent les revenus et dépenses – 20 minutes

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