Moradores denunciam abandono prolongado
Antes de mais, moradores da Rua de Parada, em Barbudo, no concelho de Vila Verde, denunciam uma situação prolongada de abandono e discriminação institucional. Apesar disso, afirmam que comunicaram repetidamente os problemas à Câmara Municipal e à Junta de Freguesia. Ainda assim, segundo os residentes, nada mudou ao longo de vários anos. Consequentemente, quatro habitações continuam sem condições básicas, numa zona localizada junto ao centro da vila.
Falta de infraestruturas básicas
Atualmente, as casas com os números 4, 6, 8 e 9 vivem sem acesso à rede pública de água e saneamento. Por isso, os moradores dependem de poços e fossas nos quintais. Além disso, todos os residentes têm mais de 70 anos. Entretanto, alguns necessitam de cadeira de rodas ou muletas. Inclusive, um dos moradores apresenta uma incapacidade permanente de 95%. Assim, a saúde pública e a dignidade humana ficam seriamente comprometidas.
Acessos impedem socorro
Por outro lado, a rua não possui largura suficiente para permitir a circulação de ambulâncias e viaturas de emergência. Em fevereiro de 2024, uma ambulância do INEM não conseguiu aceder ao local. Assim, os socorristas recorreram a uma viatura mais pequena para assistir um homem com traumatismos graves. Mais tarde, na madrugada de 5 de novembro de 2025, outro idoso teve de ser transportado de maca, à chuva e ao frio, até à ambulância. Posteriormente, o Hospital de Braga diagnosticou pneumonia e gripe A. Este episódio gerou forte indignação pública.
Iluminação e pavimento degradados
Entretanto, a Rua de Parada apresenta pavimento irregular e zonas sem qualquer revestimento adequado. Como resultado, os moradores enfrentam quedas frequentes. Além disso, a iluminação pública revela-se insuficiente, sobretudo durante a noite. Paralelamente, a rede elétrica não suporta aumento de potência, obrigando os residentes a custos adicionais em caso de obras. Assim, o quotidiano torna-se cada vez mais penoso.
Críticas políticas aumentam
Perante esta realidade, a líder concelhia do Chega, Elisabete Rodrigues, criticou duramente o executivo municipal. Segundo a eleita na Assembleia Municipal, o caso reflete falta de planeamento urbano e ausência de critérios. Além disso, questionou a aprovação de novas construções no mesmo acesso, sem resolução prévia dos problemas estruturais. Por fim, defendeu a revisão urgente do PDM, alertando que, sem planeamento, Vila Verde arrisca estagnar.
Falta de respostas oficiais
Apesar dos contactos enviados para várias entidades municipais, os moradores afirmam não ter recebido qualquer resposta. Assim, consideram que o silêncio institucional agrava a sensação de abandono. Enquanto isso, a Rua de Parada permanece como exemplo de desigualdade territorial às portas do centro urbano.
- Vaticano anuncia novo rumo sob o pontificado de Papa Francisco:
- Desmentido às acusações sobre autocarros nas presidenciais e crítica ao jornal Bom Dia do Luxemburgo e ao ex-deputado Paulo Pisco:
- Novo vacina VIH chega ao Quénia
- Mortes conhecidas reacendem alerta global
- Berna aperta preços dos medicamentos


Seja o primeiro a comentar