Programa Regressar bate recorde em 2025 e atrai milhares de emigrantes. O Programa Regressar voltou a conquistar destaque em 2025 e, consequentemente, atraiu milhares de emigrantes portugueses e lusodescendentes. Assim, o Governo português reforça a sua estratégia de recuperação de talentos, ao mesmo tempo que impulsiona a economia nacional.
Crescimento contínuo desde 2019
Desde a sua criação em 2019, o Programa Regressar tem registado uma evolução notável. De facto, apenas nos primeiros seis meses de 2025 já foram apresentadas 2851 candidaturas, o que representa um crescimento de 30% face ao mesmo período de 2024. Por conseguinte, o aumento constante demonstra que os incentivos fiscais e financeiros continuam a ser um atrativo sólido para os portugueses que vivem no estrangeiro.
Além disso, os dados do Ministério das Finanças revelam que o programa já apoiou quase 37 mil emigrantes, incluindo candidatos diretos e familiares. Assim, a iniciativa confirma-se como uma ferramenta essencial para reforçar os laços entre Portugal e a sua diáspora.
Impacto financeiro e fiscal significativo
O impacto do Programa Regressar vai muito além das candidaturas. Em 2023, o benefício fiscal em sede de IRS atingiu os 48,4 milhões de euros, valor que mostra o alcance e a relevância da medida. Ainda assim, o incentivo não representa apenas uma despesa para o Estado. Pelo contrário, gera receita adicional, especialmente através do IVA, o que compensa parte dos apoios concedidos.
Adicionalmente, destaca-se a isenção de 50% da tributação sobre rendimentos durante cinco anos, benefício que tem sido determinante para a adesão de milhares de emigrantes. Assim, o programa consegue equilibrar o apoio ao regresso com a sustentabilidade das contas públicas.
Perfis dos emigrantes que regressam
O programa tem beneficiado emigrantes provenientes de 116 países, entre os quais se destacam Suíça, França, Reino Unido, Brasil e Espanha. Por isso, fica evidente que a rede de portugueses espalhada pelo mundo encontra em Portugal condições cada vez mais favoráveis para regressar.
No que respeita ao perfil dos beneficiários, a maioria tem idades entre 35 e 44 anos, sendo 56% homens. Além disso, as profissões mais representadas incluem engenheiros, técnicos intermédios e profissionais de saúde, o que reforça o impacto positivo na qualificação do mercado de trabalho nacional.
Quanto ao destino dos regressados, as regiões Norte e Lisboa e Vale do Tejo concentram o maior número de regressos, evidenciando a importância destes territórios no tecido económico português.
De Programa Regressar para Programa Voltar
Apesar do sucesso, o Governo já prepara uma nova etapa com a transição para o Programa Voltar. Este novo projeto poderá alargar os incentivos não apenas a trabalhadores ativos, mas também a reformados, o que marca uma diferença relevante em relação ao espírito original da medida.
Contudo, especialistas como Miguel Fontes, antigo secretário de Estado do Trabalho, sublinham que a essência do Programa Regressar passava sobretudo por atrair jovens qualificados que emigraram durante a crise da troika. Assim, a discussão sobre o futuro do programa ganha relevância, já que o equilíbrio entre apoiar diferentes perfis e manter o foco nos talentos é essencial para o crescimento sustentável do país.
Conclusão: uma medida com futuro
O Programa Regressar demonstrou em 2025 que continua a ser uma ferramenta fundamental para atrair emigrantes, reforçar o mercado de trabalho e dinamizar a economia portuguesa. Além disso, a sua evolução comprova que o regresso de cidadãos portugueses ao país não só beneficia as famílias, mas também fortalece a economia nacional.
Por isso, a continuidade ou adaptação desta medida será sempre estratégica, uma vez que Portugal precisa de manter uma relação próxima com a sua diáspora. Assim, cada regresso representa não apenas um lar que se reúne, mas também uma oportunidade de crescimento coletivo.


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