Depois das eleições de 18 de Janeiro, apurados os resultados na Europa, fora da Europa e em Portugal, o quadro fica exposto sem rodeios. António José Seguro surge à frente de André Ventura no cômputo geral, mas fica seriamente exposto a perder a eleição. Há um dado que pesa como pedra, André Ventura venceu de forma esmagadora fora de Portugal. A emigração falou com clareza. O povo quer mudança, quer voltar a Portugal e ter um Portugal melhor, quer futuro. Não é realidade adornada, é realidade crua.
Um SNS em rutura, salários baixos, jovens a emigrar, habitação impossível, uma justiça que não funciona e uma sociedade cansada de 50 anos de pseudo-democracia. E, perante isto, pedem ao povo que vote num antigo líder do PS. António José Seguro fez toda a sua carreira no Partido Socialista e aparece agora em campanha a dizer-se independente.

Independente de quê, se continua ligado ao PS, ao mesmo aparelho, à mesma lógica.
Mudar o rótulo não muda o sistema. Depois admiram-se que nada mude em Portugal.
A direita, somada, ganhou peso real. O esquerdismo perdeu apoio. O Partido Socialista perdeu ainda mais. Seguro faz parte de um partido tradicional do sistema, integrante de governos sombra que se arrastam desde 1974. Um sistema fechado, gasto e marcado por práticas que afastam o povo da política. Isto não é direita contra esquerda, é povo contra sistema. E o sistema ganha sempre quando os portugueses votam por medo, votam por hábito, votam no mais do mesmo com outra cara.
Enquanto não houver coragem para romper com o sistema, o povo continua a pagar.
Não entreguem outra vez o poder a quem nos trouxe até aqui, porque quem não aprende com o passado fica condenado a repeti-lo.
Nas eleições de 18 de Janeiro de 2026, António José Seguro foi o candidato mais votado, seguido de André Ventura, ficando ambos apurados para a segunda volta das eleições presidenciais de 8 de Fevereiro de 2026. Perante este resultado, o Governo da AD, mais precisamente o Primeiro-Ministro Luís Montenegro e o candidato por si apoiado, Marques Mendes, declararam não apoiar nenhum dos dois candidatos. A mesma posição foi assumida por João Cotrim Figueiredo e por Gouveia e Melo.
Ficou claro que a direita não surge unida neste momento decisivo. Ficou também evidente uma verdade simples, os candidatos derrotados não são donos dos votos de quem neles confiou.
Em sentido oposto, Catarina Martins, António Filipe e toda a esquerda declararam apoio a António José Seguro. O povo tem assim uma escolha directa e sem disfarces.
Quem quiser mais do mesmo vota em Seguro. Quem quiser mudar Portugal vota em Ventura.
Seguro fez parte de governos socialistas e nada fez de estrutural. Ventura, a partir da oposição, já fez a diferença. Incomodou, expôs e rompeu silêncios, como pessoa e como ideia. Seguro representa a continuidade do regime construído desde o 25 de Abril de 1974 até aos dias de hoje.
Ventura defende a mudança da Constituição, dar a quem merece e retirar a quem vive do sistema, impostos mais baixos, rendas mais acessíveis e o enfrentamento de problemas graves e antigos na saúde, educação e segurança!
Entre eles, a dupla tributação sobre a riqueza que atinge muitos emigrantes, a redução significativa do IRS pago sobre as reformas, seja pela eliminação parcial, seja por uma percentagem substancialmente menor, bem como o roubo de crianças para instituições na Suíça, os Lesados da Suva e outras queixas graves sentidas por emigrantes noutros países, há demasiado tempo ignoradas.
autor: Quelhas


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