Portugal um país de proprietários. Portugal permanece, em 2024, um país onde a maioria possui casa própria e, portanto, o modelo habitacional mantém-se estável. Assim, 74% dos residentes viviam em habitação própria, enquanto a média da União Europeia se ficava pelos 68%. Além disso, os números divulgados pelo Eurostat revelam que grande parte dos portugueses residia em moradias, o que reforça uma tradição histórica do país.
Habitação e estrutura familiar
Em simultâneo, os dados mostram que 51% da população vivia em moradias e, por isso, o padrão habitacional alinha com dois terços dos restantes Estados-membros. Cada casa albergava, em média, 2,4 pessoas, enquanto o número de assoalhadas por habitante permanecia nas 1,7. Este indicador, embora semelhante ao europeu, continua a influenciar a perceção de conforto doméstico. Estes valores destacam a estabilidade da composição familiar, que se mantém relativamente constante ao longo da última década.
Desafio crescente: aquecimento inadequado
Contudo, apesar da elevada taxa de proprietários, persistem dificuldades significativas. Assim, 15,7% dos portugueses não conseguiam aquecer convenientemente as suas casas, valor que supera amplamente os 9,2% registados na União Europeia. Esta taxa coloca Portugal entre os países com piores resultados, apenas superado por Bulgária, Grécia, Lituânia e Espanha. A incapacidade de aquecer a casa tornou-se um dos principais indicadores de vulnerabilidade energética.
Comparações europeias reveladoras
Em contraste, países como Finlândia, Eslovénia e Polónia apresentam percentagens residuais de desconforto térmico, situadas entre 2,7% e 3,3%. Assim, estas diferenças mostram que a localização geográfica e a eficiência dos edifícios continuam a influenciar fortemente o bem-estar habitacional.
Arrendamento ainda pouco expressivo em Portugal
Por outro lado, apenas 26% das pessoas viviam em casas arrendadas, ao contrário do que se verifica noutros países europeus. A Alemanha destaca-se como o único Estado-membro onde os arrendatários são maioria, representando 53% da população. A Áustria e a Dinamarca seguem este padrão, embora com percentagens mais moderadas. Estas diferenças reforçam a forte ligação cultural dos portugueses à propriedade.

Sobrelotação: problema menos grave mas persistente
Quanto à sobrelotação, Portugal registava 11% de pessoas em casas demasiado pequenas para o agregado, valor bastante inferior à média europeia de 17%. Já a Roménia apresenta a situação mais crítica, com 41% da população em condições de sobrelotação. Chipre, Malta e Países Baixos surgem no extremo inverso, com valores reduzidos.
Tipologia preferida varia pela Europa
Embora as moradias sejam predominantes em grande parte da Europa, países como Espanha, Letónia e Malta revelam preferência por apartamentos. Esta diversidade demonstra como fatores culturais e urbanísticos influenciam a configuração habitacional de cada Estado-membro.


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