Bodycams tornam-se padrão nas polícias vaudoises
Policia Cantão de Vaud passa a estar equipada de camaras portáteis. As polícias do cantão de Vaud avançam, finalmente, para um uso generalizado de bodycams, porque o Conselho de Estado aprovou a alteração da lei que regula a polícia cantonal. Além disso, esta decisão, que surge após um teste-piloto muito positivo realizado entre 2019 e 2020, pretende aumentar a transparência e a segurança em todas as intervenções policiais. Assim, o Governo cantonal destaca que este passo, embora ainda sujeito à aprovação do Grande Conselho, criará uma base legal robusta para um uso alargado do dispositivo iniciado no verão de 2024.
Consequentemente, este novo enquadramento legal previne conflitos, reduz comportamentos agressivos e fornece imagens objetivas utilizáveis em tribunal. Do mesmo modo, o executivo afirma que as bodycams reforçarão a legitimidade das intervenções policiais, dado que promovem comportamentos mais responsáveis tanto dos agentes como dos cidadãos.
Um único modelo para todas as forças policiais
O projeto define, desde já, que todas as polícias vaudoises receberão um modelo único de bodycam, o que permitirá uniformizar práticas e garantir formação padronizada em todo o cantão. Além disso, cada corpo policial mantém autonomia para definir o grau de utilização, embora o processo permaneça coordenado a nível cantonal.
Por isso, a polícia cantonal começará por equipar prioritariamente a gendarmaria móvel, instalando pelo menos uma câmera por binómio de agentes no terreno. Posteriormente, o dispositivo será estendido gradualmente a todos os profissionais que exercem funções operacionais no espaço público.
Dessa forma, esta uniformização ajudará a melhorar a coerência das intervenções, ao mesmo tempo que assegura que todos os agentes utilizam o equipamento de forma eficaz e responsável.
Avaliação reforça utilidade das bodycams
Além disso, o teste-piloto de 2019-2020, conduzido pelo ColLaboratoire da Universidade de Lausanne, mostrou resultados muito positivos e sustentou a decisão atual do Governo. Além disso, na fase experimental, 16 agentes das polícias cantonais e de Lausanne usaram estas câmaras, permitindo observar efeitos concretos no terreno.
Assim, o estudo revelou que as bodycams produzem um claro efeito de desescalada, reduzindo comportamentos agressivos e diminuindo tensões em situações potencialmente perigosas. Igualmente, a utilização do equipamento fortaleceu o sentimento de segurança entre os agentes e promoveu maior reflexão e diálogo dentro da profissão.
Do mesmo modo, a investigação revelou interações mais transparentes e menos tensas entre polícias e cidadãos, o que reforçou de forma clara a confiança mútua. Este efeito de transparência tem sido destacado como um dos benefícios mais relevantes do dispositivo.
Gestão rigorosa e proteção dos dados recolhidos
No âmbito legal, o projeto define que todas as gravações das câmaras portáteis permanecem guardadas até 150 dias, salvo decisão judicial em sentido contrário. Além disso, o acesso às imagens será rigorosamente controlado, sendo permitido apenas às autoridades autorizadas.
Com efeito, esta regulamentação garante o respeito pela privacidade dos cidadãos e assegura, ao mesmo tempo, a disponibilidade das imagens para processos judiciais quando necessário. Por isso, este equilíbrio entre segurança e proteção de dados é considerado essencial para manter a confiança pública.
O controlo apertado do acesso aos vídeos constitui uma das principais salvaguardas deste novo modelo.
Conclusão: um passo decisivo para a modernização policial
Assim, o cantão de Vaud moderniza a ação policial e garante intervenções mais seguras, mais transparentes e alinhadas com as expectativas atuais da sociedade.
Além disso, a implementação das câmaras portáteis, apoiada por estudos e por uma base legal robusta, impulsiona uma polícia mais aberta, eficaz e responsável.


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