Pensões baixas marcam reforma portuguesa

Pensões baixas marcam reforma portuguesa
Pensões baixas marcam reforma portuguesa

Metade vive com menos de 462 euros

Pensões baixas marcam reforma portuguesa. Em 2024, metade dos pensionistas por velhice recebeu menos de 462 euros por mês, apesar de a pensão média nacional atingir 645 euros.
Segundo dados analisados por economistas do Banco de Portugal, esta realidade confirma uma forte desigualdade na distribuição das pensões.
Além disso, o estudo mostra que apenas 5% dos reformados recebem mais de 1.685 euros mensais.
Por outro lado, a maioria concentra-se em valores claramente inferiores à média nacional.

Distribuição desigual penaliza maioria

De acordo com o Banco de Portugal, a proximidade entre a média e o percentil 75 demonstra uma distribuição assimétrica e concentrada em pensões baixas.
Assim, grande parte dos pensionistas vive com rendimentos reduzidos durante a velhice.
Este cenário reflete carreiras contributivas curtas e salários historicamente baixos.

Diferenças entre homens e mulheres

A análise evidencia, contudo, diferenças relevantes entre géneros ao longo do sistema previdencial.
Em média, as mulheres recebem pensões mais baixas e com menor variabilidade do que os homens.
Em 2024, a pensão média feminina situou-se nos 490 euros, enquanto a masculina alcançou 812 euros.
Ainda assim, quando se somam pensões de velhice e sobrevivência, a diferença desce para 28%.

Número total de pensionistas

No total, Portugal registou cerca de 2,5 milhões de pensionistas por velhice em regimes públicos.
Destes, dois milhões pertencem à Segurança Social e cerca de 440 mil à Caixa Geral de Aposentações.
Entretanto, a idade média dos pensionistas fixou-se nos 75 anos.
Além disso, as mulheres reformam-se, em média, 15 meses mais tarde, refletindo maior esperança de vida.

Idade e valor da pensão

Quando analisados por faixa etária, surgem diferenças claras nos valores pagos.
Os pensionistas com menos de 65 anos receberam, em média, cerca de 770 euros mensais.
Contudo, esse valor desceu progressivamente até aos 537 euros entre os maiores de 80 anos.
Segundo o Banco de Portugal, este perfil resulta de carreiras contributivas mais longas dos novos reformados.

Pensão mínima afeta muitos

Em 2024, cerca de 40% dos pensionistas de velhice recebiam a pensão mínima.
Este indicador abrangeu aproximadamente 804 mil pessoas em todo o país.
Além disso, o valor depende diretamente do número de anos de contribuições registadas.

Reforma antecipada ainda comum

Apesar das penalizações, 38% dos novos pensionistas reformaram-se antes da idade legal.
Por comparação, 32% reformaram-se exatamente na idade legal e 31% depois desse limite.
Ainda assim, a idade média da reforma subiu de 64,7 anos em 2019 para 65,4 anos em 2024.

Trabalho após a reforma

Entre os novos pensionistas, cerca de 10% continuaram a trabalhar após a reforma.
Este grupo concentrou-se sobretudo entre quem recebe pensões mais elevadas.
Em média, estes pensionistas auferiram 933 euros, contra 591 euros dos que deixaram de trabalhar.
Mais de metade dos reformados ativos recebeu pensões iguais ou superiores a mil euros.

Taxa de substituição mantém-se elevada

A taxa de substituição, que compara o último salário com a pensão, rondou os 70%.
Nas mulheres, fixou-se em 67%, enquanto nos homens atingiu 74%.
Além disso, a taxa foi mais elevada para salários mais baixos.
Este efeito reflete o carácter redistributivo do cálculo das pensões.

Rendimento total dos pensionistas

Considerando todos os rendimentos, os pensionistas ganham menos 18% que trabalhadores por conta de outrem.
No entanto, essa diferença reduz-se para 10% quando ajustada à composição do agregado familiar.
De forma relevante, o rendimento médio dos pensionistas não difere do resto da população portuguesa.
Na base da distribuição, os pensionistas superam o rendimento médio em 8,1%, graças a apoios sociais.

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