Os políticos portugueses que hoje governam Portugal, gostam de se apresentar como defensores da democracia.
Falam de liberdade, de direitos de participação cívica.
Mas quando olhamos para a forma como tratam os portugueses emigrantes, vemos outra coisa: vemos os verdadeiros” gangsters da democracia”.
Porque democracia não é apenas uma palavra bonita é a garantia de que todos os cidadãos possam votar, participar e ser respeitados.
E isso está a ser negado.
Durante anos, os portugueses que vivem no estrangeiro têm sido tratados como cidadãos de segunda.
Pagam impostos, enviam remessas, sustetam famílias em Portugal, e mais, representam o nosso país là fora.
Mas quando chega a hora de votar, quando chega a hora de decidir o futuro do país, são empurrados para fora do circuito eleitoral.
Burocracia, obstáculos,desculpas técnicas, sistemas eleitorais confusos – tudo serve para impedir que milhares de emigrantes possam exercer um direito democrático básico.
Isto não é acidente. Isto não é lapso.
Isto é escolha política, isto é Banditismo politico planeado por gangsters que se apoderaram da democracia em Portugal.
É uma escolha de quem tem medo da participação cívica dos emigrantes.
É uma escolha de quem prefere controlar a democracia como um club privado, fechado, onde só vota quem lhes convém.
E é por isso que lhes chamo de gangsters da democracia”, porque capturaram o sistema, bloquearam o voto e transformaram um direito constitucional numa espécie de favor concedido.
Os emigrantes portugueses não são invisíveis.
Não são descartáveis.
Não são um detalhe estatístico.
São parte viva e essencial da Nação.
Têm o mesmo passaporte, a mesma Bandeira, a mesma história e os mesmos deveres, e por isso, têm de ter os mesmos direitos.
É uma vergonha nacional que ainda existem barreiras absurdas ao voto dos emigrantes.
É uma vergonha que um português tenha de percorrer centenas de quilómetros, faltar ao trabalho ou enfrentar filas intermináveis só para fazer aquilo que deveria ser simples: votar.
A democracia portuguesa só será plena quando todos os portugueses poderem votar. Dentro ou fora do território nacional, em mobilidade ou não, emigrados ou residentes.
Até lá, quem governa, mantém estas desigualdades e estará a agir contra o espírito da constituição e contra a dignidade dos cidadãos, por isso comete crime e assim sendo, nao passam de ser uns criminosos.
Deixo uma mensagem clara: nós não pedimos um favor.
Nós exigimos um direito.
Nós não queremos ser tolerados, queremos sim ser respeitados.
E não aceitamos mais desculpas, nem silêncios, nem manobras para adiar o inevitável.
O voto dos emigrantes tem de ser garantido com simplicidade segurança e igualdade.
Portugal não pode continuar a ser uma democracia de fachada para uns e uma democracia bloqueada para outros, sequestrada por gangsters desde o 25 de Abril por alguns que agora são candidatos pelo PSD e PS à Presidência da República, nós os emigrantes não podemos continuar a votar mais nesta fraude.
Já chega de exclusão, já chega de hipocrisia, não sejamos cúmplices, não podemos mais hipotecar o futuro dos nossos filhos luso descendentes, pois já dura há 51 anos, e fomos nós os cúmplices da nossa exclusão.
(emigrantes portugueses a nossa covardia é a força deles) não os vamos alimentar mais, vamos cortar-lhes o sangue de que se alimentam os vampiros já chega.)
Por isso só há um candidato em quem podemos e devemos depositar a esperança de um dia sermos reconhecidos como portugueses, esse candidato é!
(André Ventura)
Por José Dias Fernandes, deputado
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