A cidade de Zurique prepara um dos maiores movimentos no seu transporte público desde que a memória recente alcança. A catorze de Dezembro, o mapa das linhas de Tram será redesenhado, trazendo novas ligações, desvios temporários e um redespertar do velho ritmo que acompanha o pulsar urbano. Sete linhas passarão a seguir outros caminhos, respondendo ao crescimento constante da cidade e à pressão diária de milhares de passageiros que procuram chegar ao destino com dignidade e sem sobressaltos.
O núcleo desta transformação nasce no chamado Tramnetz Süd, onde a capacidade entre Stadelhofen e Rehalp será ampliada, dobrando o fluxo nas horas de maior trânsito. Mais do que números, esta mudança representa a tentativa de dar resposta a uma cidade que cresce depressa demais, pedindo aos carris que acompanhem o passo.
Mas nem tudo se move pelo futuro, pois o passado exige respeito. A histórica estação Bahnhofquai junto ao Hauptbahnhof entra em obras de fundo a partir de dezembro, impondo um silêncio forçado aos trams que ali passam. Para que o edifício seja renovado e adaptado a quem dele precisa, o tráfego será desviado durante cerca de um ano, afectando várias linhas e obrigando à criação de duas rotas provisórias, cinquenta e cinquenta e um, para não deixar vazios no mapa urbano.
A mudança traz expectativa, inquietação e um certo receio natural de que o início seja confuso. No entanto, a cidade sempre soube renascer dos seus próprios passos, e os carris, esses companheiros de ferro, continuarão a guiar quem neles confia. Em cada veículo que avança há um gesto de futuro, uma promessa de que Zurique não para e não abdica de servir quem a percorre. E assim, entre obras, desvios e novas rotas, a cidade prepara-se para crescer mais uma vez, sem perder o seu compasso.
Autor: Quelhas, escritor Português
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