Ninguem é funcionario da Mobility. Somos clientes. Pagamos. Cumprimos. E no fim ainda querem passar multas, passem multas ao raio que os parta.
O esquema é simples, e por isso mesmo indecente. Colocam carros eléctricos numa estação, como no caso de Bülach, sem qualquer plataforma de carregamento, sem ficha, sem sistema. O cliente aluga o carro como está, muitas vezes sem bateria, desta vez tinha 36%, dava para cerca de 103 km, isto é uma vergonha, porque não há alternativa. Usa-o dentro dos limites possíveis. Devolve-o onde o encontrou. E depois recebe uma multa de 50 francos porque deixou o carro descarregado. Podes pegar nele descarregado como podes pegar nele cheio e deixá-lo descarregado, porque na verdade, quando largas o carro, não tens onde o carregar. Não és empregado da Mobility, és cliente. Deves carregar, sim, quando fazes viagens grandes para poderes voltar. Quando regressas, é normal que o carro fique com pouca bateria, pois o problema é não haver carregador no local onde o alugaste. Isto não é modernidade, é roubo organizado.
Ladrões. Mafiosos. Palavras duras, sim, mas justas. Porque isto não é erro técnico, é método. Multar quem não é funcionário, exigir trabalho gratuito, transferir responsabilidades da empresa para o cliente. Querem que o cliente faça de controlador, de electricista, de gestor de frota. Mas o cliente não recebe salário, recebe factura.
Se querem carros em dia, paguem a um funcionário. Se querem carros carregados, instalem plataformas eléctricas onde os estacionam. Se querem serviço digno, garantam condições para que o cliente seguinte faça uma boa viagem, como sempre foi feito com carros a gasolina. Ninguem pega num carro alugado com o depósito vazio e aceita isso como normal. A bateria é exactamente a mesma coisa, nem mais, nem menos.
A Mobility está a perder credibilidade. Não por acidente, mas por escolha. Cada multa injusta é um prego no caixão da confiança. Cada estação sem carregamento é uma armadilha montada ao cliente. E cada cliente multado é uma história que vem a público. Era o que faltava pegar num carro com 36% de bateria e largá-lo com 33% de bateria por meia dúzia de km, porque me servi do carro para ir às compras e esteve quase sempre parado, e ainda receber uma multa por abuso, por máfia, desajustada, só porque a Mobility me causou um problema que não é meu, é da Mobility. Quer um serviço de excelência, que pague para o ter e que não cobre a quem não tem culpa. Mas se isto é um negócio, fica aqui tudo desmascarado, e fá-lo-ei sempre que necessário.
Este é mais um julgado com peso e medida pela Revista Repórter X. Aqui não se fala baixo nem se adoça a realidade. Diz-se como é. O futuro não pertence aos que exploram em silêncio, pertence aos que denunciam de frente. E enquanto tentarem tratar clientes como funcionários gratuitos, continuarão a ser chamados pelo nome que merecem.
autor: Quelhas


Seja o primeiro a comentar