Migração líquida para Suíça cai 15%

Migração líquida para Suíça cai 15%
Migração líquida para Suíça cai 15%

Menos pessoas chegam enquanto saídas aumentam

A migração líquida para a Suíça registou uma queda significativa em 2024, segundo dados divulgados pelo Conselho Federal. Menos pessoas mudaram-se para o país enquanto o número de saídas aumentou, refletindo mudanças importantes no mercado de trabalho. No final do ano, 2,367 milhões de estrangeiros residiam na nação alpina.

Imigração cai apesar de procura por trabalho

No total, 170.607 pessoas obtiveram uma permissão de residência em 2024, o que representa uma diminuição de 6% em relação a 2023, ou seja, menos 10.946 imigrantes. Deste total, os cidadãos da UE/EFTA representaram 70,7% dos recém-chegados, totalizando 120.546 pessoas, com uma queda de 7,6% face ao ano anterior. A imigração proveniente de países terceiros também registou diminuição, com 50.061 pessoas, o que equivale a 2,4% menos do que em 2023.

Apesar desta redução na chegada de imigrantes, o número de pessoas a deixar a Suíça aumentou 4,8% durante o ano. Mais de 60 mil cidadãos da UE/EFTA e cerca de 18 mil de países terceiros saíram, contribuindo para uma migração líquida de apenas 83.392 pessoas, uma queda de 15,6%.

O governo suíço explicou que esta tendência reflete uma desaceleração esperada do mercado de trabalho após dois anos de forte crescimento. No entanto, sublinhou que a falta de trabalhadores qualificados continua a ser grave, especialmente em setores estratégicos. Um estudo da Associação Patronal Suíça prevê que, caso a imigração não aumente, o país terá falta de 460.000 trabalhadores até 2035.

Trabalho e reunificação familiar são os principais motivos

A principal motivação para se mudar para a Suíça continua a ser o trabalho. Entre os cidadãos da UE/EFTA, 71% vieram para ocupar empregos no país, enquanto entre os cidadãos de países terceiros, 69% dos L-permitidos de curta duração e 79% das permissões B foram emitidos para trabalho.

A reunificação familiar surge como a segunda razão mais comum, representando 24,9% dos casos. Contudo, os motivos variam conforme a nacionalidade: cidadãos da UE/EFTA privilegiam o emprego, enquanto os cidadãos de países terceiros mudam-se principalmente por motivos familiares, embora esta tendência esteja a diminuir.

População estrangeira mantém-se significativa

No final de 2024, a Suíça contava com 1.578.629 cidadãos da UE/EFTA e 789.735 de países terceiros. Estes números indicam que um quarto da população do país é estrangeira. Durante o mesmo período, 40.077 pessoas adquiriram a cidadania suíça, reforçando a diversidade da população.

Em suma, a Suíça enfrenta um cenário de imigração em queda e saída crescente de residentes, enquanto mantém uma procura elevada por trabalhadores qualificados. O equilíbrio entre chegada e saída de pessoas será determinante para o futuro do mercado de trabalho e da demografia nacional.

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