Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente que fez da polémica a sua sombra permanente. Era um político mais ou menos bem visto, cresceu como comentador televisivo e levado ao colo pela TVI, que o preparou para ganhar as presidenciais e repetiu com vitória. Por outro lado o presidente dos beijos e abraços, o presidente que aparecia em todo o lado, até na praia com os catraios. Foram falados nomes sobre o caso da casa pia, abafado no silêncio conveniente. As celebrações dos 50 anos da independência de Angola acabaram em faísca diplomática, João Lourenço chamou os portugueses de esclavagistas e exploradores e Marcelo ficou calado na primeira fila.
Por este traidor patriota nada poderemos fazer, devido ao seu estado de validade na política portuguesa. O seu QI pessoal continua elevado, ficando a dever-se ao bom vinho do Douro que habitualmente bebe em S. João da Pesqueira, na Real Companhia Velha. Polémico, presidente rouba atenção nos 50 anos do 25 de Abril em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa chamou ex. e actual Primeiro-Ministro de lentos, disse que rompeu com o filho devido ao caso das gémeas brasileiras, defendeu reparação dos crimes da escravidão e criticou inépcia política do governo em jantar oferecido por ele aos jornalistas estrangeiros.
Será Marcelo Rebelo de Sousa o primeiro e único presidente da república portuguesa que mais chagas e manchas cancerígenas deixa em Belém?
A humanidade esquece e a história regista.
O professor Marcelo Rebelo de Sousa esteve associado a várias polémicas, incluindo o caso das gémeas, tema que gerou forte debate público. Diversos críticos questionaram responsabilidades políticas, embora não tenham sido apresentadas provas que confirmassem culpas diretas do Presidente, do filho ou de antigos membros do Governo.
Antes de Marcelo, também Mário Soares enfrentou acusações públicas relacionadas com o processo de descolonização de Angola, tendo o assunto chegado ao Supremo Tribunal. Por outro lado e apesar dessas críticas históricas, Marcelo elogiou o antigo Presidente, defendendo que a ideia de “traição” resulta de interpretações erradas e mitos persistentes.
Críticas que abalam a imagem presidencial
Nos debates recentes, algumas vozes críticas apontam Marcelo como responsável por posições controversas, sobretudo devido à defesa de que Portugal deveria assumir um papel central na reparação histórica às ex-colónias através de cooperação, perdão de dívidas e linhas de financiamento. Segundo o próprio Presidente, estas medidas visariam enfrentar as consequências do colonialismo.
Marcelo sem relações minadas com ninguém recusa comentar polémicas, porque ele é a própria polémica. Assim, com três meses de polémicas, contradições e recuos de Marcelo sobre os abusos na igreja, católico assumido, viu-se obrigado a afirmar que a fé em nada estava a toldar o seu juízo sobre as denúncias, após sucessivas declarações infelizes sobre o caso.
As principais polémicas envolvendo Marcelo Rebelo de Sousa e os migrantes giram em torno da sua promulgação da lei dos estrangeiros, considerada restritiva por vários setores. Além disso, algumas intervenções públicas também alimentaram críticas, nomeadamente a repreensão de um cidadão palestiniano num conflito, interpretada por muitos como desproporcional. A defesa da expulsão de imigrantes ilegais, alegando cumprimento da lei, intensificou o debate público sobre as posições de Marcelo na área da migração. Lei dos estrangeiros, gritavam uns, enquanto outros denunciavam a contradição entre os seus abraços públicos e as decisões firmadas em silêncio.
Percebe o Rebelo de Sousa, o presidente com mais conflitos de todos após o 25 de Abril de 1974. Ele não se quer meter em polémicas porque ele é o grande polémico, ele não quer falar dos outros para evitar que falem dele.
Artigo escrito por: João Carlos Veloso Gonçalves, ‘Quelhas’ Revista Repórter X


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