Justiça do Cantão Vaud obriga Polícia a divulgar dados de controlo de velocidade. Recentemente, a justiça do cantão de Vaud deu um passo importante em favor da transparência pública. Ela obrigou a Polícia Regional de Morges (PRM) a divulgar estatísticas sobre os controlos de velocidade realizados. Esta decisão surgiu depois da luta de um cidadão, Kyril Gossweiler, que exigiu acesso a informações essenciais sobre a fiscalização rodoviária em Buchillon. De forma clara e firme, o Tribunal Cantonal Vaudense reafirmou o direito dos cidadãos à informação. Assim, impôs à polícia a obrigação de responder ou justificar eventuais recusas.
Um cidadão e a busca pela transparência
Tudo começou quando Kyril Gossweiler, residente em Buchillon e ativista pela transparência, solicitou à PRM dados estatísticos das cinco últimas campanhas de medição de velocidade. Ele pediu estas informações diretamente, esperando uma resposta simples e rápida. No entanto, a polícia impôs uma condição. Para aceder aos dados, Kyril teria de utilizar obrigatoriamente o portal online da PRM.
Entretanto, Kyril contestou esta exigência. Ele argumentou que a polícia estava a infringir a Lei Vaudense da Informação (LInfo). Assim, defendeu que o acesso aos dados não deveria estar condicionado a uma plataforma digital específica. Pelo contrário, o pedido deveria ser atendido de forma simples, conforme prevê a lei. Deste modo, começou uma batalha entre um cidadão e a autoridade policial. Este processo viria a ter um desfecho importante para todos os habitantes do cantão.
A resposta tardia e a intervenção da justiça
Depois de fazer o pedido em 25 de fevereiro de 2025, Kyril esperou pacientemente. Contudo, não recebeu qualquer resposta durante mais de um mês. Devido a este silêncio, ele recorreu à Cour de droit administratif et public (CDAP) do Tribunal Cantonal Vaudense. Assim, denunciou um claro caso de negação de justiça. Este passo foi essencial para que a justiça se pronunciasse e garantisse o cumprimento da lei.
Durante o processo, a polícia acabou por responder. Porém, manteve a posição de que o uso do seu portal digital era obrigatório por razões de segurança informática. Além disso, indicou a Kyril que consultasse o relatório anual disponível no seu website. Contudo, este relatório mais recente, datado de 26 de junho de 2025, era referente ao ano de 2023. Logo, não continha as informações específicas que Kyril tinha solicitado.
A decisão da CDAP e o direito à informação pública
A CDAP foi clara na sua decisão. Primeiro, lembrou que a LInfo determina que os pedidos de informação não estão sujeitos a requisitos formais. Além disso, as autoridades devem responder num prazo máximo de quinze dias. Segundo, constatou que o relatório disponível não correspondia ao pedido de Kyril. Portanto, a Polícia Regional de Morges não cumpriu a obrigação de transparência.
Assim, o tribunal ordenou que a PRM forneça os dados solicitados imediatamente. Alternativamente, deve apresentar uma justificação formal para a recusa. Esta justificação tem de indicar e explicar os interesses preponderantes que impedem a divulgação dos dados, em conformidade com a LInfo. Assim, a decisão protege o direito dos cidadãos de aceder a informações públicas importantes. Ao mesmo tempo, permite que a polícia justifique eventuais recusas por motivos legítimos.
A importância da transparência na fiscalização rodoviária
Este caso marca um avanço significativo no acesso à informação pública no cantão de Vaud. A transparência nos controlos de velocidade é essencial para garantir a segurança rodoviária. Além disso, permite que os cidadãos compreendam e fiscalizem as ações das autoridades. Ao exigir que a polícia divulgue estes dados, Kyril Gossweiler promove a confiança entre instituições e população.
Esta decisão também envia uma mensagem clara. As autoridades devem cumprir a lei e garantir o direito à informação. Por outro lado, a obrigação da polícia de justificar recusas protege os interesses públicos e privados. Assim, evita-se abusos ou segredos injustificados.
Conclusão: Um passo em direção à transparência e à responsabilização
Em resumo, o acórdão da CDAP reforça o acesso à informação nas políticas de segurança rodoviária. Ao obrigar a polícia a divulgar dados sobre os controlos de velocidade em Buchillon, os cidadãos ganham acesso a informações importantes. Isso permite uma visão clara sobre as operações de fiscalização.
Portanto, esta decisão representa um avanço no combate à opacidade institucional. Mostra que a transparência é um direito de todos. Também reafirma que as autoridades têm a responsabilidade de prestar contas. Em última análise, a vitória de Kyril contra a polícia inspira todos os que defendem um governo aberto, democrático e respeitador dos direitos fundamentais.


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