Iniciativa Liberal reforça posição: não quer alianças com o Chega nas autarquias firmeza política e respeito pelos princípios liberais
Iniciativa Liberal não quer alianças com o Chega nas Camaras Municipais. A líder da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, reafirmou de forma clara e determinada que o partido não pretende governar câmaras municipais em conjunto com o Chega. Esta posição, segundo a dirigente, reflete um compromisso firme com os princípios e valores liberais que orientam a atuação da IL.
Durante a cerimónia de posse em Lisboa, Mariana Leitão destacou que a decisão da IL foi tomada de forma consciente e totalmente transparente.
Além disso, reforçou que a Iniciativa Liberal não quer governar executivos camarários com o Chega, salientando que esta é uma posição de coerência política que o partido mantém desde as autárquicas de 12 de outubro.
Composição do novo executivo lisboeta
O novo executivo da Câmara Municipal de Lisboa integra oito eleitos da coligação PSD/CDS-PP/IL, enquanto PS/Livre/BE/PAN contam com seis vereadores. Já o Chega obteve dois representantes e a CDU (PCP/PEV) ficou com um eleito.
Logo após a instalação dos novos órgãos municipais, decorreu a primeira sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), destinada à eleição da respetiva mesa.
panorama político na assembleia municipal
Entre os 75 membros que compõem a AML, a coligação PSD/CDS-PP/IL conquistou 21 deputados, além de 11 presidentes de juntas de freguesia. Por sua vez, a candidatura PS/Livre/BE/PAN conseguiu 18 deputados e 12 presidentes de junta. Já a CDU obteve seis eleitos e um presidente de junta, enquanto o Chega também garantiu seis lugares.
Quando questionada sobre a possibilidade de a presidência da AML ser assumida pelo PS, Mariana Leitão respondeu com tranquilidade. Afirmou que a decisão cabe aos deputados municipais, que votam de forma individual e independente conforme as listas apresentadas.
IL mantém independência face a acordos com o Chega
Sobre possíveis acordos entre o PSD e o Chega na AML, Mariana Leitão afirmou que cada deputado vota em consciência, mas a IL não governará com o Chega.
Mariana Leitão frisou ainda que as orientações internas da IL são muito claras: o partido defende transparência, responsabilidade e coerência política, valores que considera incompatíveis com a visão e a prática política do Chega.
Caso de Sintra: IL mantém coerência e disciplina interna
Relativamente ao caso de Sintra, onde o presidente da câmara, Marco Almeida, eleito pela coligação PSD/IL/PAN, fez um acordo com o Chega, Mariana Leitão manteve-se firme. Recordou que a comissão executiva da IL retirou a confiança política à vereadora Eunice Baeta por discordar dessa decisão.
Confrontada com a nomeação do companheiro da vereadora para a presidência dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento, Mariana Leitão optou por não aprofundar o tema, salientando que ainda não dispõe de informação suficiente sobre o caso.
No entanto, destacou que as nomeações devem sempre basear-se na competência e no mérito profissional.Além disso, Mariana Leitão sublinhou que o partido escolhe as pessoas pelo currículo e pelas suas capacidades, rejeitando qualquer nomeação baseada em ligações políticas.
Compromisso com ética e independência
Com estas declarações, a Iniciativa Liberal reafirma a sua identidade política independente e o compromisso com a ética na governação local.
Ao recusar alianças com o Chega, a IL reforça a confiança dos eleitores que valorizam transparência, mérito e respeito pelos princípios democráticos.
“A coerência é o alicerce da credibilidade política.” Com esta frase, Mariana Leitão mostra que a IL quer marcar a diferença, mesmo em decisões difíceis.
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