Influencer francesa Maeva Ghennam condenada por enganar milhões com produtos milagrosos

Influencer francesa Maeva Ghennam condenada por enganar milhões com produtos milagrosos. Maeva Ghennam, influencer francesa conhecida da televisão
Influencer francesa Maeva Ghennam condenada por enganar milhões com produtos milagrosos. Maeva Ghennam, influencer francesa conhecida da televisão

Creme, chá e apostas: promessas que não se cumpriram

Influencer francesa Maeva Ghennam condenada por enganar milhões com produtos milagrosos. Maeva Ghennam, influencer francesa conhecida da televisão, foi condenada por práticas comerciais enganosas. Entre 2020 e 2023, promoveu produtos milagrosos com resultados garantidos.

Entre os produtos promovidos, estavam cremes que prometiam aumentar peito e glúteos em duas semanas, chás para emagrecer e gomas para crescimento do cabelo em três meses.

Além disso, Maeva promovia apostas desportivas com lucro garantido, formações estéticas e procedimentos de branqueamento dentário, atraindo milhões de seguidores com promessas irrealistas.


Multa e pena suspensa: justiça aplica sanções

O tribunal francês sentenciou Maeva Ghennam a um ano de prisão com pena suspensa e multa de 150 mil euros, segundo o Le Monde.

O juiz considerou que a influencer omitira receber pagamentos pelas publicações, violando a legislação de publicidade e transparência. Cada vídeo podia render até 1.500 euros, e em alguns meses, os ganhos ultrapassavam 60 mil euros.


Recusa de acordo e defesa da influencer

Durante o processo, Maeva recusou um acordo que previa multa de 120 mil euros. Contudo, admitiu ter-se deixado levar pelas promessas de alguns produtos.

Ela também esclareceu que nunca investiu nas apostas financeiras promovidas, dissociando-se das atividades mais arriscadas.

Com 28 anos e atualmente residindo no Dubai, Maeva não compareceu ao julgamento.

Além disso, o advogado explicou que a ausência ocorreu devido a uma proibição de saída dos Emirados Árabes Unidos.


Reação pública: “escandalizada e enojada”

Após a decisão, Maeva reagiu nas redes sociais e criticou o tribunal diretamente.

Além disso, afirmou que foi informada da condenação pelas redes sociais, sem tempo suficiente para preparar sua defesa.

Ela afirmou que confiou na sua antiga agência, que garantia a conformidade legal das campanhas. Além disso, considerou injusto que o tribunal a julgasse sem notificação oficial a si ou ao seu advogado.

Maeva sublinhou que foi condenada por ações da agência, e além disso, acrescentou sentir-se profundamente escandalizada com toda a situação.


Impacto e lições: publicidade e responsabilidade

O caso reforça a importância da transparência nas redes sociais. Influencers devem informar claramente sobre parcerias comerciais e evitar produtos sem comprovação científica.

Além disso, especialistas alertam que milhões de seguidores correm risco de engano, enquanto a legislação europeia protege consumidores contra práticas comerciais enganosas

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