Governo português aprova salário mínimo 920 euros 2026

Governo português aprova salário mínimo 920 euros 2026
Governo português aprova salário mínimo 920 euros 2026

Salário mínimo aumenta 50 euros em 2026

Governo português aprova salário mínimo 920 euros 2026. O Governo aprovou, esta quarta-feira, 17 de dezembro, a subida do salário mínimo nacional para 920 euros brutos em 2026, aumentando 50 euros face ao valor atual de 870 euros.
O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, logo após a reunião do Conselho de Ministros, no Palácio da Vila, em Sintra.

O governante sublinhou que, em apenas um ano e meio sob liderança do PSD/CDS-PP, o salário mínimo sobe 100 euros. Ele descreveu o aumento como “significativo” e fruto de uma política de valorização do rendimento dos portugueses, suportada pelo momento económico atual.

Acordo tripartido define aumentos progressivos

Este aumento insere-se no acordo de rendimentos firmado pelo anterior governo com a UGT e as centrais patronais em outubro de 2024.
O acordo prevê incrementos anuais de 50 euros até 2028, fixando o salário mínimo em 920 euros em 2026, 970 euros em 2027 e 1.020 euros em 2028.

Segundo Leitão Amaro, a aprovação do aumento demonstra o cumprimento escrupuloso deste compromisso. Ele reforçou que o acordo inclui também outras medidas, como reformas laborais e incentivos à valorização salarial.

Diálogo com sindicatos permanece ativo

O ministro dirigiu-se à UGT, recordando que a central sindical subscreveu o acordo tripartido e deve agora participar na sua implementação.
“É fundamental haver espírito de construção e diálogo. Este Governo já demonstrou ser capaz de negociar com resultados concretos”, afirmou.

Quanto à CGTP, que solicitou uma reunião com o primeiro-ministro, Leitão Amaro indicou que o encontro servirá para avaliar se a central sindical pretende construir soluções ou manter oposição.

Reforma laboral e críticas sindicais

O Governo apresentou recentemente o anteprojeto de reforma laboral “Trabalho XXI”, que propõe mais de 100 alterações ao Código do Trabalho.
Segundo os sindicatos, a reforma poderá aumentar a precariedade, facilitar despedimentos, desregular horários e afetar a negociação coletiva e o direito à greve.

Em reação, a CGTP e a UGT convocaram uma greve geral na semana passada, a 11 de dezembro, que afetou transportes, escolas, hospitais e empresas privadas, como a Autoeuropa.
As centrais sindicais afirmaram que três milhões de trabalhadores participaram na paralisação. Por outro lado, o Governo considerou a adesão “inexpressiva, sobretudo no setor privado e social”.

UGT mantém negociação com Governo

Na terça-feira, a UGT reuniu-se com a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, em Lisboa, para discutir a reforma laboral.
O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, afirmou que encontrou espírito negocial no Executivo e que os trabalhos continuarão ao longo do próximo mês.
Leitão Amaro reforçou que a colaboração entre Governo e sindicatos será decisiva para a implementação de medidas como o aumento do salário mínimo e a reforma laboral.

O aumento do salário mínimo, aliado ao diálogo contínuo com as centrais sindicais, demonstra a intenção do Governo em conciliar crescimento económico e valorização dos trabalhadores.
Para os portugueses, trata-se de um avanço concreto nos rendimentos, mas também de um desafio na negociação de reformas laborais que equilibrem direitos e competitividade.

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