Formação na Suíça: 6400 vagas de aprendizagem disponíveis em 2025. A formação profissional continua a ser uma das escolhas preferidas dos jovens suíços, mas, apesar disso, milhares de vagas de aprendizagem permanecem por preencher. Em agosto de 2025, ainda estavam disponíveis 6400 lugares, sobretudo nos setores da construção, da restauração e da indústria. Embora o número represente uma queda face ao ano anterior, os desafios para atrair jovens para os ofícios manuais mantêm-se.
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Menos vagas, mas o problema persiste
Em comparação com 2024, quando havia 8500 postos de aprendizagem por preencher, a situação melhorou significativamente. Com efeito, registou-se uma redução de 25% nas vagas em aberto. No entanto, apesar deste progresso, profissões como cozinheiro, pedreiro ou operário especializado continuam a sofrer com a escassez de candidatos.
Campanhas ativas e aumento do interesse dos jovens
As empresas, conscientes das dificuldades em atrair talentos, apostaram em campanhas ativas, sobretudo através das redes sociais. Graças a essa estratégia, o número de jovens interessados em iniciar um percurso de aprendizagem aumentou em 2025. Segundo a plataforma Yousty, responsável pelos dados divulgados, as empresas tiveram este ano menos dificuldades em recrutar.
Além disso, a tendência revela uma evolução positiva: em maio, mais de 54.500 jovens tinham já assinado um contrato de aprendizagem para 2025, ou seja, mais 1300 do que no mesmo período do ano anterior. Assim, cerca de 60% dos jovens suíços continuam a considerar a via da aprendizagem como a primeira escolha para o futuro profissional.
Setores mais afetados pela falta de mão-de-obra
Apesar da redução do número total de vagas, alguns setores continuam a enfrentar dificuldades graves. Aproximadamente 1800 vagas permanecem abertas na construção, 600 na restauração, 600 na indústria das máquinas e outras tantas na área da saúde. Esta escassez mostra que, embora os esforços de recrutamento tenham dado frutos, os setores manuais ainda lutam para atrair novos talentos.
O declínio das profissões manuais
Nos últimos dez anos, o número de jovens a optar por algumas profissões diminuiu de forma acentuada. Por exemplo, a quantidade de aprendizes de cozinha caiu 14%, enquanto as inscrições em áreas como a construção de estradas recuaram 4%. Este cenário confirma a tendência apontada pelos especialistas: num mundo cada vez mais digital, os jovens dão preferência a profissões ligadas à informática, ao comércio ou aos serviços de saúde, deixando em segundo plano os trabalhos manuais.
A paixão como motor para certas carreiras
Segundo Lale Scirocco, porta-voz da Yousty, algumas profissões, como a de cozinheiro, exigem verdadeira paixão e dedicação. Diferente de outras áreas, este não costuma ser um “plano B” para quem não conseguiu vaga noutra profissão. Por essa razão, a restauração continua a ser uma das áreas com maior dificuldade em recrutar aprendizes.
Áreas mais procuradas
Apesar das dificuldades enfrentadas por setores manuais, algumas áreas mantêm-se no topo das preferências dos jovens suíços. As formações mais procuradas continuam a ser as de empregado de comércio, seguidas pelas da saúde, da informática e do comércio a retalho. Este padrão, consistente ao longo dos últimos anos, revela que a procura se concentra em áreas ligadas aos serviços e à tecnologia.
Quanto ganha um aprendiz em formação?
Conclusão: um futuro em transformação
Em suma, a redução de vagas em aberto para aprendizagem na Suíça é um sinal positivo, mas o problema da falta de mão-de-obra qualificada ainda não está resolvido. Enquanto profissões manuais continuam a perder candidatos, setores como comércio e informática reforçam a sua atratividade. Assim, o grande desafio para os próximos anos será equilibrar o interesse dos jovens com as reais necessidades do mercado de trabalho, garantindo o futuro da economia suíça.


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