Campanha de angariação de fundos Escola Zé Gjambakus, na Guiné-Bissau, no dia que festejou o Natal tardio em Janeiro. As razões ficaram claras na vídeo entrevista transmitida pela Revista Repórter X, problemas políticos do país e a disponibilidadedo patrocinador.
O directo foi conduzido por João Carlos Quelhas desde a Suíça, numa conversa franca e directa com Rogério Sampaio para a Guiné-Bissau.
Durante a transmissão foram mostradas as 2 escolas, separadas uma da outra por cerca de 100 metros, os alunos, os professores e ainda os trabalhadores que continuavam a fabricar blocos para a nova construção.
Para além do jantar de Natal, foram oferecidas bolas de futebol e pequenos brindes com doçarias para fazer das crianças felizes e representar o Natal com algumas prendinhas.
Como sempre, os meninos mostraram ser felizes com pouco e agradeceram, uma vez mais, à Revista Repórter X.
O entrevistador desejou às crianças um futuro risonho!
O entrevistado explicou que procura transmitir aos alunos valores de vida e de trabalho, porque foi ali que também estudou, cresceu, se formou como homem, aprendeu a lutar, emigrou, se tornou sindicalista na Suíça e aprendeu a língua alemã!
É essa experiência de vida, feita de esforço, responsabilidade e perseverança, que procura passar às crianças da Escola Zé Gjambakus.
Na conversa foi igualmente recordado o curandeiro Zé Gjambakus, que ergueu e ofereceu a escola velha à comunidade e que faleceu no final do ano passado. A ele foi prestada homenagem pela Revista Repórter X, por Rogério Sampaio e pela própria escola, lembrando que tratou milhares de pessoas com tuberculose através de medicina natural à base de plantas, deixando um legado humano e comunitário que permanece vivo.
Importa dizer que a escola velha não tem água no interior, existindo apenas um fontanário do lado de fora. Para haver luz, seja em dias normais ou em dias de festa, recorre-se sempre a um gerador, porque não existe electricidade. O provisório tornou-se permanente, uma realidade que ninguém queria…
Escola Zé Djambakus, campanha “1€ pela escola das crianças da Guiné-Bissau”.
A Escola Zé Djambakus, situada em Ilondé de Bissalanca, Sector de Safim, Região de Biombo, ergue-se como sinal de esperança para as crianças da comunidade. O seu promotor é Rogério Tomaz José Sampaio, ex-sindicalista da Syna, hoje reformado, homem de palavra e de serviço, que assumiu esta obra com os demais desde o primeiro dia.
Durante anos, a escola antiga, construída em madeira frágil, em canas soltas e cheias de frinchas, deixou entrar vento, poeira, chuva e sol. As paredes são peneiras, e dentro delas aprendem crianças de pés descalços e com o olhar de quem sonha alto.
Últimamente, depois da reforma do nosso Sindicalista, com mais tempo e dedicação, juntamente com alguns amigos emigrantes na Suíça, sustentaram e alma deste projecto. Enviaram livros, cadernos, mochilas, quadros, bancos e apoio financeiro para que aquela velha escola não desabasse antes do tempo.
Mantiveram-na de pé pela força da saudade transformada em gesto humanitário.
Agora, a nova escola está a nascer mesmo ao lado, em blocos sólidos. O projecto existe e está definido, 3 salas de aula, 1 sala para professores, casas de banho e fossa séptica.
Já foram produzidos cerca de 2.500 blocos e adquiridos ferros para os pilares. A estrutura de alvenaria está praticamente concluída. A construção é em betão armado, e só se conseguirá avançar com ajuda de doações, pois o Governo não ajuda em nada, tal como outros governos de sistemas, enriquessem, enquanto a sociedade continua pobre.
Hoje, a realidade é crua e simples. Os blocos estão em pé e, num dos lados, já foi colocado material idêntico ao da escola velha, canas e cobertura leve, apenas para proteger do sol. Os blocos servem de cadeiras, o chão é terra, e os alunos aumentaram em número.
Estão a ser usados os 2 espaços em simultâneo, o velho e o novo, porque não há alternativa.
Para concluir a escola dignamente falta praticamente tudo o que vem depois do grosso. Faltam o telhado definitivo em zinco, portas, janelas, pavimentos, rebocos, revestimentos, pinturas, água canalizada, saneamento funcional e electricidade. O grosso está quase feito, o fino, que é o que dá dignidade, segurança e futuro, está todo por fazer.
Sem doações não haverá escola digna. Haverá apenas sobrevivência escolar, improviso prolongado, crianças sentadas em blocos, protegidas do sol por canas, como sempre foi, e como não devia continuar a ser.
Não se pede caridade. Pede-se ajuda concreta para terminar uma escola.
Contribuições e dados para apoio.
Quem puder ajudar, ajude agora.
Qualquer valor faz falta.
Contribuição, 1€, ou o valor que cada qual sentir:
IBAN: PT50 0007 0304 0004 5520 0050 5.
Titular: Rogério Tomaz José Sampaio, Novo Banco.
Referência: campanha Escola Zé Djambakus.
Campanha de angariação de fundos, Escola Zé Gjambakus, Guiné-Bissau:
Plataforma GoFundMe, campanha de doação para a Escola Zé Gjambakus na Guiné-Bissau.
Ligação directa: https://gofund.me/ca3b734c
Contacto no terreno: Rogério Sampaio.
Telefone: 00351 962 835 410
Vídeo e acompanhamento do projecto, transmissão e registos públicos:
Aqui não há luxo nem discurso vazio. Há crianças, há obra levantada e há urgência. Quem ajudar estará a ajudar a transformar blocos e canas numa escola digna. Isso é tudo.
Nota; a notícia tem sido publicadz em,
Infosuica.com
João Carlos Quelhas, escritor português


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