Emigrantes portugueses impedidos de votar: denúncia feita por nós, membros do Chega, com factos no terreno

Emigrantes portugueses impedidos de votar: denúncia feita por nós, membros do Chega, com factos no terreno
Emigrantes portugueses impedidos de votar: denúncia feita por nós, membros do Chega, com factos no terreno

A dificuldade persistente de milhares de emigrantes portugueses em exercer o direito de voto não é uma abstração nem um exagero retórico. É uma realidade vivida, documentada e denunciada por nós, membros do Chega, dentro e fora das instituições.

As declarações de Cristina Rodrigues vieram dar voz pública a um problema antigo. No caso das eleições legislativas, o bloqueio fez-se por via postal, envelopes que não chegaram, prazos impossíveis, processos mal conduzidos. Muitos emigrantes quiseram votar e não puderam, porque o Estado falhou. Isto são factos.

Nas eleições presidenciais, o bloqueio assume outra forma, igualmente grave. Aqui, não são as cartas que falham, são as pessoas que são forçadas a deslocações desumanas. Filas intermináveis nos consulados, horas perdidas em dias de trabalho, centenas de quilómetros percorridos, uma burocracia pesada que transforma o voto num sacrifício. Pela Revista Repórter X, Quelhas reforça aquilo que muitos vivem em silêncio, o voto existe, mas é empurrado para longe.

Há situações concretas, verificadas e relatadas. Cônjuges obrigados a votar em consulados diferentes, não por escolha, mas por imposição logística. Casos em que um votou na Suíça e o outro teve de ir à Alemanha, à França ou à Itália. Fronteiras atravessadas para exercer um direito básico. Isto não é normal, não é justo, não é digno.

Na América do Sul, a exclusão é ainda mais clara. Quem tem de apanhar um avião para votar fica, na maioria dos casos, em casa. O custo, o tempo e a incerteza tornam o voto impraticável. Aqui, a solução é conhecida e tem sido defendida por nós no Chega, voto electrónico seguro ou voto por correspondência fiável, com envio atempado e sem falhas.

O Estado fala de diáspora, mas age como se ela fosse incómoda. Um país que respeita o seu passado e quer futuro não pode aceitar que os seus cidadãos sejam afastados da democracia por cansaço, distância ou burocracia. O voto não pode ser um privilégio geográfico. Tem de ser um direito real, exercido com dignidade, por todos os portugueses, onde quer que estejam.

Cristina Rodrigues

João Carlos Quelhas 

Revista Repórter X / Repórter Editora

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