Dinheiro vivo ganha proteção na Suíça

Dinheiro vivo ganha proteção na Suíça
Dinheiro vivo ganha proteção na Suíça

Eleitores aprovam contraprojeto com larga maioria

Antes de mais, os eleitores suíços decidiram reforçar o papel do dinheiro físico no país. Assim, neste domingo, aprovaram claramente o contraprojeto do governo federal.

De facto, 73,4% dos votantes apoiaram a proposta apresentada pelo Conselho Federal. Consequentemente, o dinheiro vivo passará a integrar oficialmente a Constituição suíça.

Por outro lado, a iniciativa popular original não convenceu a maioria dos cidadãos. Ainda assim, 54,4% dos eleitores rejeitaram a proposta, além de uma maioria de cantões.

Entretanto, o contraprojeto obteve apoio em todos os cantões do país. Em particular, vários cantões francófonos registaram resultados expressivos.

Por exemplo, Neuchâtel aprovou o texto com 67,4% dos votos. Além disso, o Valais registou 66,2% de apoio.

De igual forma, o Jura aprovou a medida com 62,7%. Enquanto isso, Vaud destacou-se com 77,5%, tornando-se o cantão com maior apoio ao contraprojeto.

Adicionalmente, Genebra aprovou a proposta com 73,5%. Por sua vez, Friburgo registou 67,5% de votos favoráveis.

Iniciativa popular dividiu cantões

No entanto, a votação sobre a iniciativa popular revelou uma divisão regional evidente.

Por um lado, a maioria dos cantões de língua alemã rejeitou o texto. Por outro lado, os cantões francófonos mostraram-se globalmente favoráveis.

Ainda assim, Vaud constituiu exceção entre os cantões romandos. Nesse caso, 59,8% dos eleitores rejeitaram a iniciativa.

Além disso, o cantão de Berna também votou contra a proposta com 57%.

Entretanto, quando confrontados com a escolha subsidiária, 62,7% dos suíços preferiram claramente o contraprojeto governamental.

Debate sobre futuro do dinheiro físico

Importa recordar que a iniciativa partiu do Movimento Suíço para a Liberdade. Este grupo de cidadãos já tinha promovido uma iniciativa contra a vacinação obrigatória.

Anteriormente, os eleitores recusaram essa proposta em 2024.

Segundo os promotores, existia receio de que o dinheiro físico desaparecesse devido ao crescimento das transações digitais. Além disso, defendiam que notas e moedas garantem maior liberdade de pagamento.

Por outro lado, o Conselho Federal concordava com o princípio de proteger o dinheiro vivo. Contudo, considerou a redação da iniciativa demasiado vaga.

Assim, apresentou um contraprojeto que integra a proteção do dinheiro físico na Constituição, adaptando o texto às exigências legais atuais.

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