Deputado critica ensino português
Dias Fernandes acusa Instituto Camões de falhar com emigrantes. O deputado José Dias Fernandes, eleito pelo Chega pelo círculo da Europa, acusou, assim, o Instituto Camões de falhar gravemente no ensino da língua portuguesa às comunidades emigrantes.
Além disso, considerou que o Estado português demonstra uma falência estrutural nesta área essencial.
Segundo o parlamentar, esta situação representa, por conseguinte, uma traição à Pátria e um abandono injustificável dos filhos dos emigrantes.
Língua como pilar identitário
Para José Dias Fernandes, a língua portuguesa constitui, simultaneamente, identidade, cultura e herança nacional.
No entanto, sustenta que o Instituto Camões se tornou progressivamente distante das famílias emigrantes.
Além disso, classifica o organismo como excessivamente burocrático e desligado da realidade quotidiana das comunidades no estrangeiro.
Problemas no terreno
Entre várias críticas, o deputado aponta, desde logo, a falta de professores disponíveis.
Por outro lado, refere horários desajustados e incompatíveis com a vida familiar.
Acrescenta ainda uma desorganização generalizada do sistema de ensino.
Segundo o parlamentar, muitas crianças acabam excluídas por critérios administrativos considerados absurdos.
Além disso, denuncia comunidades inteiras sem resposta, apesar da procura efetiva por aulas de português.
Gestão de recursos questionada
José Dias Fernandes afirma, igualmente, que muitos pais querem ensino em português para os filhos.
Contudo, segundo refere, não obtêm qualquer resposta institucional.
Nesse sentido, questiona a aplicação dos fundos públicos do Instituto Camões.
Acusa, por isso, o Estado de privilegiar o ensino em países lusófonos, em detrimento da diáspora europeia.
Reforma exigida pelo Chega
O deputado recorda, entretanto, que a Constituição impõe deveres claros do Estado.
Assim, defende uma reforma profunda do modelo atual.
Para o Chega, o ensino do português no estrangeiro é um dever fundamental.
O objetivo passa, portanto, por garantir acesso justo, eficaz e real à língua portuguesa.
Conclui que as comunidades não pedem privilégios, mas exigem respeito e compromisso do Estado português.


Seja o primeiro a comentar