Artigo, mundo em estado de alerta, nomes, feridas e caminhos para 2026.
Há nomes que já não podem ser varridos para debaixo do tapete, violência doméstica, violações, fraude bancária, máfias digitais, esquemas do olá pai olá mãe, juros abusivos, rescisões sem justa causa, contratos duplos, exploração laboral, injustiça institucional, manipulação eleitoral, guerra, tráfico de droga, corrupção silenciosa, abuso de poder administrativo, desinformação organizada, indiferença oficial, tudo isto tem nome, e tudo isto acontece porque durante demasiado tempo se aceitou o inaceitável.
Chamemos as coisas pelo que são, quando um banco permite acessos indevidos e empurra a culpa para a vítima, há roubo, quando uma entidade rescinde sem justa causa, há abuso, quando se cobram juros sem base legal, há crime financeiro, quando se usa o medo para controlar eleições, há fraude democrática, quando uma mulher é espancada e o sistema falha, há cumplicidade, quando uma criança é abusada e desacreditada, há crime duplo, quando a guerra é decidida longe e paga pelos mesmos de sempre, há desumanidade organizada.
Não falta lei, falta coragem, falta controle independente, falta responsabilização real, falta proximidade humana, falta memória, e sem memória não há futuro, 2026 não pode ser apenas mais um ano no calendário, tem de ser um ponto de viragem.
Como melhorar, primeiro, nomear sem medo, quem não nomeia normaliza, segundo, proteger verdadeiramente quem denuncia, sem processos de desgaste, sem represálias, terceiro, responsabilizar instituições, não apenas indivíduos pequenos, quarto, simplificar o acesso à justiça, menos labirinto, mais verdade, quinto, educação clara e contínua, sobretudo no digital, sexto, fiscalização externa real, com poder efectivo, sétimo, devolver voz às vítimas, escutá-las sem suspeita automática, oitavo, memória pública, registos, relatórios acessíveis, transparência.
Nada disto é novo, tudo isto já foi feito noutros tempos e lugares quando houve vontade, o que falta não é conhecimento, é decisão, dizer basta não é radical, é necessário, proteger a dignidade humana não é ideologia, é obrigação, 2026 pode ser melhor se houver menos silêncio e mais verdade, menos medo e mais responsabilidade, menos poder fechado e mais controlo cidadão, o futuro não se promete, constrói-se, palavra a palavra, acto a acto, sem enfeites, mas com coragem.
Nota de rodapé:
Vamos encostá-los à parede. Vamos gritar bem alto para o mundo ouvir. Vamos denunciar injustiças. Vamos tornar público todas a s barbaridades nos média e nas redes sociais para ver se teem vergonha e a ver se o sistema corrupto muda e se os governantes abrem os olhos para a realidade.


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