Cartas; Resposta ao silêncio institucional e à recusa de actuação dos nossos governantes, Embaixador, Cônsul, Deputados pela Europa

Cartas; Resposta ao silêncio institucional e à recusa de actuação dos nossos governantes, Embaixador, Cônsul, Deputados pela Europa
Cartas; Resposta ao silêncio institucional e à recusa de actuação dos nossos governantes, Embaixador, Cônsul, Deputados pela Europa

Exmos. Senhores,
Sr. Deputado Carlos Gonçalves,
Sr. Deputado José Dias Fernandes,
Sr. Dr. Gonçalo Motta, Consulado Geral de Portugal em Zurique,
Sr. Dr. Júlio Vilela, Embaixador de Portugal na Suíça. 
António Guerra Iria,  Conselheiro das Comunidades Portuguesas. 

Sr. João Carlos Quelhas, Revista Repórter X peço exposição pública. 

Dirijo-me a todos vós porque a minha carta foi enviada a todos, mas nem todos tiveram a dignidade democrática de responder. Esse silêncio fica registado. Num Estado que se diz de direito, ignorar um cidadão não é neutralidade, é falha grave.

Ao Senhor Embaixador respondo de forma directa. A Embaixada não actua não porque não possa, mas porque não quer. Dizer que tudo se esgota na legalidade é esconder-se atrás da lei para não exercer influência política, diplomática e institucional, influência essa que existe e sempre existiu.

O Senhor Embaixador tem a faca e o queijo na mão. Pode dialogar com os seus superiores no Governo português. Pode levantar este caso a nível político. Pode contactar instituições suíças. Pode pedir esclarecimentos formais. Pode exigir respostas. Pode mediar. Pode incomodar. Não o faz porque escolhe não o fazer.

Não tem respostas conclusivas porque não fala com ninguém. Limita-se a repetir limites legais sem procurar soluções reais. Isso não é protecção consular, é abdicação de dever.

Quanto aos Senhores Deputados, o vosso silêncio é ainda mais grave. Procuram os emigrantes em tempo de eleições, mas desaparecem quando estes exigem justiça. Um mandato político não é apenas para discursos, é para agir quando o cidadão é esmagado por sistemas opacos e interesses cruzados.

Não peço ilegalidades. Peço coragem. Não peço favores. Peço responsabilidade. Não peço palavras. Peço actos.

A democracia não se mede pela quantidade de leis, mede-se pela forma como trata os mais frágeis. E neste caso, Portugal falhou comigo.

Com os melhores cumprimentos, sem resignação,

Domicio Gomes

Artigo escrito por: João Carlos Veloso Gonçalves, ‘Quelhas’ Revista Repórter X

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